Buracos na pista e atos de vandalismo em BRT do Rio tiram 24 articulados de circulação

BRT Transcarioca com pistas esburacadas. Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo (foto ilustrativa)

Eventos ocorreram entre a noite de quinta e início da manhã de hoje

ALEXANDRE PELEGI

O BRT Rio comunicou a imprensa especializada que 24 ônibus articulados deixar de circular nesta sexta-feira, 31 de janeiro de 2020, por causa de atos de vandalismo que ocorreram na noite de ontem e neste início de manhã.

Segundo a concessionária, a operação ainda acontece com desvios em dois pontos do corredor Transcarioca.

Os 24 articulados foram depredados nos três corredores.

Vândalos quebraram portas e vidros de 22 veículos. Nos outros dois casos, que aconteceram no início da manhã desta sexta-feira, criminosos atiraram pedras nos articulados.

Todos os 24 ônibus tiveram que ser encaminhados à garagem para manutenção.

Além dos atos de vandalismo, as operações começaram prejudicadas devido a desvios na pista por causa de buracos de grande dimensão.

A nota do BRT Rio explica a consequência do vandalismo para a operação. “O vandalismo acarreta a retirada dos veículos de operação para manutenção, o que prejudica os passageiros do dia a dia. Uma porta quebrada pode tirar um ônibus de circulação por um dia, se for um vidro quebrado, por exemplo, ou até cinco dias, se for afetado o mecanismo. Se a gente levar em consideração que um articulado carrega em média 180 pessoas e faz também em média 7 viagens por dia, são mais de 1.200 pessoas que vão lotar outros ônibus, a cada dia que esse articulado estiver na garagem em manutenção”, explica o BRT Rio.

CORREDOR TRANSCARIOCA: BURACOS NA PISTA

A operação no corredor Transcarioca está sendo feita com desvios em dois pontos devido a buracos de grande dimensão na pista. O tráfego dos articulados teve que ser desviado entre as estações Vila Queiroz e Vaz Lobo e em frente à estação Olaria, ambos no sentido Galeão.

Segundo esclarece a nota do BRT Rio, ao deixar a pista exclusiva em determinados trechos, as viagens podem ter impactos que afetam diretamente os passageiros do BRT e os demais motoristas das pistas comuns.

Nesse tipo de situação é necessário diminuir a velocidade, os articulados passam a depender do trânsito do local e precisam esperar encontrar a próxima entrada para voltar à pista exclusiva, o que reflete nos intervalos e no planejamento da operação. Além disso, devido ao tamanho dos articulados e às necessidades de manobra, o tráfego na pista dos veículos de passeio e ônibus comuns pode ser afetado”.

Segundo a concessionária, as condições precárias das pistas, principalmente nos corredores Transoeste e Transcarioca, levaram à degradação precoce da frota. Veículos que deveriam durar 20 anos, duram apenas 5 no Rio de Janeiro. “Buracos, desníveis, depressões afetam diretamente a operação do BRT, causando riscos de acidentes, redução da velocidade operacional, o aumento dos custos de manutenção dos veículos – que tem levado empresas à falência – e a destruição da frota, gerando inclusive superlotação em horários de pico”, completa a nota.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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