Maioria dos idosos em São Paulo se locomove a trabalho e 38,2% utiliza transporte coletivo

Ao todo, 34,3% dos idosos se desloca na capital paulista para trabalhar. Foto: Adamo Bazani.

Deslocamentos por transporte individual motorizado representam 38,6% e a pé, 23%

JESSICA MARQUES

De carro, ônibus, trem ou metrô, a maioria dos idosos da capital paulista se locomovem na cidade por motivo de trabalho. É o que mostra um estudo baseado na Pesquisa Origem e Destino 2017 do Metrô, feito pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, publicado nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2020.

Segundo o estudo, a maioria das pessoas com 60 anos ou mais percorre a cidade para trabalhar. O número representa 34,3% do total de deslocamentos feitos pelos idosos.

Além disso, 16,9% se locomove para fazer compras, enquanto 16,2% vai resolver assuntos pessoais, 15,5% vai ao médico ou dentista, 10,4% sai para recreação, lazer ou visitas, 5,2% vai estudar, 1,5% vai fazer uma refeição e 0,1% vai procurar emprego.

O número de pessoas com 60 anos ou mais na cidade, em 2017, é de 2.661.357. Portanto, todos os percentuais têm relação com esta quantidade de pessoas.

Deste total, 38,6% utiliza o transporte motorizado individual para se locomover, como carros e motos. Apesar de ser a maioria, é muito próximo da quantidade de pessoas que opta pelo transporte coletivo motorizado, que representa 38,2% dos idosos.

Além disso, 23% da população paulistana com 60 anos ou mais prefere ir aos compromissos a pé, enquanto apenas 0,2% opta por ir de bicicleta para onde precisa.

“A priorização ao transporte público coletivo e ao transporte ativo (bicicleta e a pé) é um dos preceitos fundamentais do Plano de Mobilidade Urbana do Município de São Paulo 2015, elaborado em atendimento à Lei Federal n. 12.587 e ao disposto pelo Plano Diretor Estratégico de São Paulo – PDE 2014. O deslocamento a pé é considerado prioritário sobre os demais, não apenas como um modo de transporte, mas como uma atividade básica do ser humano a ser plenamente assegurada”, diz trecho da pesquisa.

Confira os detalhes sobre deslocamento da população idosa na capital paulista:

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GRATUIDADES

Entre os idosos, a maioria das viagens já era isenta em 2007 (63,5%), expandindo para 68,2% em 2017, conforme informações do estudo.

Nesse período, houve crescimento de isenção em todas as faixas etárias, sendo que o maior crescimento ocorreu entre as crianças e jovens (0 a 17 anos), grupo em que as isenções passaram de 6,1% para 26,8% das viagens, por serem estudantes.

Confira:43_IU_IDOSO_2020_3p_pages-to-jpg-0007

POPULAÇÃO IDOSA

Dados da Pesquisa Origem e Destino estimaram que a população residente em São Paulo em 2017 era de 11.739.241, sendo 15,7% de idosos, isto é, 1.843.616 pessoas.

Sacomã (42 mil idosos), Grajaú (39,5 mil) e Sapopemba (38,5 mil) eram naquele ano os distritos com o maior contingente de idosos, segundo informações da Prefeitura.

Em termos relativos à população total, Alto do Pinheiros (29,8%), Saúde (26,6%) e Jardim Paulista (26,3%) foram os que mais se destacaram.

Confira:

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A PESQUISA

Entre 2007 e 2017, o número de viagens – deslocamento de uma pessoa, com motivo específico, usando para isso um ou mais modos de transporte – apresentou leve aumento.

O destaque ficou por conta justamente dos idosos, que se deslocaram na cidade por motivos variados, sendo trabalho (34,3%), compras (16,9%), assuntos pessoais (16,2%) e cuidados com a saúde (15,5%) os principais.

Confira os detalhes da pesquisa publicados pelo Diário do Transporte, na íntegra:

Mesmo depois de 10 anos, transporte público ainda não conseguiu atrair quem anda de carro, diz Pesquisa Origem e Destino do Metrô

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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