Até agora, ônibus municipais não têm ar-condicionado, apenas possuem um equipamento de circulação de ar. Próximos veículos novos devem vir em abril
ADAMO BAZANI
O congelamento da tarifa de ônibus em Santo André, no ABC Paulista, não vai alterar o cronograma de implantação de novos coletivos.
A promessa é do prefeito Paulo Serra, em entrevista na manhã desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2020, ao apresentador Ricardo Leite, da Rádio ABC, com produção da jornalista Janete Ogawa.
A tarifa é de R$ 4,75, sendo que o mais recente reajuste foi em janeiro de 2019.
Paulo Serra ainda disse que houve um reequilíbrio financeiro nos contratos e admitiu que a tarifa de ônibus em Santo André é cara. Entretanto, o motivo do alto valor, segundo o prefeito é o alto índice de gratuidades no sistema.
Segundo as declarações, em abril devem chegar os próximos ônibus novos com ar-condicionado.
O prefeito disse que os novos veículos já em operação têm ar-condicionado, mas na verdade, o que os novos ônibus entregues no ano passado pela Viação Guaianazes (Ronan Maria Pinto) e Viação Vaz (Ozias Vaz) possuem é um sistema de circulação do ar natural.
Ouça:
Em toda a frota da cidade de Santo André, somente dois veículos têm ar-condicionado e não são das empresas do Consórcio União Santo André. São dois ônibus articulados Volvo carroceria Marcopolo Viale da empresa Suzantur, que opera provisoriamente o sistema de Vila Luzita.
Por Santo André, circulam outros modelos com ar-condicionado, mas são intermunicipais de gestão da EMTU, operados pela Metra e Viação ABC (Setti e Braga)
Paulo Serra ainda prometeu na entrevista que os próximos ônibus serão de piso baixo.
Os veículos novos comprados recentemente têm degraus em todas as portas, piso alto, motor dianteiro e a porta do meio é apenas o elevador de acessibilidade, não sendo usada por todos os passageiros.
VILA LUZITA
A abertura das eventuais propostas na licitação do sistema de ônibus de Vila Luzita está programada para esta sexta-feira, 31, e Paulo Serra disse que, pela prefeitura, a data está confirmada, entretanto, pode haver alguma impugnação no Ministério Público, Justiça ou TCE – Tribunal de Constas do Estado de São Paulo.
A licitação se arrasta desde 2016. Em outubro daquele ano, foi contratada a empresa Suzantur para substituir por 180 dias a Expresso Guarará que decretou falência.
Desde então, por troca de administração municipal, entraves pelo TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e pelo fato de nenhuma empresa ter apresentado proposta na última tentativa de licitação em 1º de novembro de 2019, ainda não está definida qual vai ser a empresa que vai assumir o sistema pelos próximos 20 anos prorrogáveis por mais cinco anos.
Paulo Serra disse que foram reduzidas exigências de contrapartidas, como a troca de pavimento do corredor da Capitão Mário Toledo de Camargo, que deixa de ser responsabilidade da empresa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
