Empresas de ônibus do Rio de Janeiro têm até setembro para que 100% da frota tenham ar-condicionado

Ônibus no Rio têm janelas de correr, mesmo com ar-condicionado

Segundo Secretaria de Transportes, 75% possuem equipamento, mas passageiros reclamam que veículos andam com ar-desligado

ADAMO BAZANI

As empresas que operam os ônibus municipais do Rio de Janeiro têm até 30 de setembro deste ano de 2020 para que todos os veículos tenham ar-condicionado.

A informação é da Agência Brasil com base em no Termo de Ajuste de Conduta assinado em 2018 entre prefeitura do Rio de Janeiro, Ministério Público e Rio Ônibus, sindicato que representa as viações.

Segundo a secretaria dos Transportes à EBC – Empresa Brasileira de Comunicação, 75% dos ônibus da cidade estão climatizados, sendo 614 ônibus executivos (frescões) e 4.008 ônibus comuns com ar-condicionado.

Já o Rio Ônibus diz que são 80% e que depende do reajuste de tarifas para financiar a troca dos ônibus remanescentes e a manutenção dos atuais que é mais cara que os ônibus sem ar.

A Secretaria Municipal de Transportes informou à Agência que não há previsão de aumento ainda. A tarifa básica é de R$ 4,05 e o último reajuste ocorreu em janeiro de 2019.

A novela do ar-condicionado dos ônibus é antiga no Rio de Janeiro, cujas temperaturas no Verão podem ultrapassar facilmente os 40 graus ao ar livre. Dentro dos ônibus, a sensação térmica pode ser de 47 graus ou mais.

No Planejamento Estratégico 2013/2016, apresentado pela prefeitura do Rio de Janeiro em abril de 2012, a meta era de ar-condicionado em toda a frota até 31 de dezembro de 2016. No início de 2015, houve um reajuste extra de R$ 0,20 na tarifa, mas a meta não foi cumprida.

Ao final da gestão, o então prefeito Eduardo Paes disse que 70% das viagens realizadas com bilhete único (não da frota) contavam com ar-condicionado. Mas ao assumir em 2017, a gestão Marcelo Crivella disse que o total não superava 50%.

Passageiros atualmente reclamam que em muitos casos, os ônibus têm ar-condicionado, mas andam com janelas abertas e com o aparelho desligado.

Em São Paulo, modelos não têm janelas de correr e não podem operar com ar-desligado

A prefeitura do Rio de Janeiro não exige, por exemplo, como a SPTrans na capital paulista, modelos com vidros colados inteiriços, o que poderia evitar ônibus com ar-condicionado, mas rodando com o equipamento desligado e janelas abertas, como os passageiros se queixam no Rio.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transpores

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Absurdo o que fazem lá no RJ, quem sofre e sempre o mais pobre, no caso aqui de SP depende isso de janelas coladas, modelos com ar mais antigos possuem ainda janelas que abrem quando ainda era permitido, pois fiquei sabendo na época pela rádio peão que a prefeituras proibiu novos modelos em diante que viessem com janelas que abrem, e somente podem comprar com janelas lacradas, tanto que o atuais desde o ano passado são todos lacrados, e os que possuem janelas que abrem a maioria vejo elas abertas, mesmo o ar ligado, absurdo.

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