Teresina terá transporte por aplicativo de mototáxi a partir desta quinta-feira

Aplicativo Picap ainda está recebendo cadastro de trabalhadores

JESSICA MARQUES

A cidade de Teresina, no Piauí, terá transporte por aplicativo de mototáxi a partir desta quinta-feira, 16 de janeiro de 2020. Uma empresa multinacional anunciou a chegada do aplicativo Picap à cidade.

A empresa ainda está recebendo cadastro de mototaxistas, que devem cumprir pré-requisitos da legislação de trânsito e estar com a moto em boas condições, segundo a empresa.

Para o cadastramento, basta ao motociclista baixar o aplicativo Picap e fazer a inscrição. Para o procedimento, é preciso apresentar os seguintes documentos na própria ferramenta e seguir as seguintes regras:

 

  • a Carteira Nacional de Habilitação tipo A;
  • documentos atualizados do veículo, incluindo o pagamento do seguro DPVAT;
  • possuir uma motocicleta com até 10 anos de fabricação e motor de, no mínimo, 100 cilindradas;
  • o uso obrigatório do capacete, tanto para o condutor quanto para o passageiro.

Conforme informado pela empresa, também é verificado se o motorista possui antecedentes criminais.

“A empresa leva 48 horas para avaliar se a pessoa segue as exigências. Caso seja aprovado, já pode operar”, explicou o assessor da empresa Clarimundo Flôres, ao portal local Cidade Verde.

Além da documentação, o motorista deve informar e-mail e telefone no momento do cadastro no aplicativo.

Para o passageiro, a empresa garante que a corrida fica 30% abaixo do preço cobrado por qualquer aplicativo, com economia de tempo.

LICENÇAS MUNICIPAIS

3722-1024x768.jpg

Na cidade, também é oferecido o serviço de mototaxista regulamentado pela Prefeitura. Nesta semana, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) está solicitando que os mototaxistas com licença irregular façam a renovação do alvará.

Dos 2370 profissionais cadastrados na cidade, apenas 1730 se regularizaram no ano de 2019, o que corresponde a 74% do total.

“Em 2019, o processo para renovação se tornou menos burocrático com a redução da quantidade de documentos exigidos e também do prazo de entrega do novo alvará, que antes era de 20 dias e passou a ser de apenas cinco dias”, informou a Strans, em nota.

Além do valor de R$ 169 pelo atraso da regularização, são exigidos a permissão do ano anterior, documento da motocicleta, CNH do condutor, certificado do curso de transporte de passageiro mototáxi e certidão negativa de débito da Prefeitura de Teresina.

O gerente de Licenciamento e Concessão da Strans, Rômulo Rêgo, explica que além da parte documental, também são analisadas as condições físicas das motocicletas.

“Durante a renovação, é feita a vistoria da moto, com a verificação dos freios, luzes, pedais e outros componentes. Se o veículo possuir algum problema mecânico, o proprietário precisa providenciar o conserto”, disse.

Rômulo aconselha, ainda, que os permissionários que estejam irregulares compareçam na Strans e se licenciem para evitar futuros transtornos.

“É importante frisar que prorrogamos o prazo para essas renovações até setembro de 2019, e mesmo assim, muitos deixaram de comparecer”, afirmou também o gerente.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

 

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta