Protesto em SP contra reajuste de tarifa resulta em 26 detidos e movimento marca novo ato para esta quinta-feira

Novo ato será realizado na Praça da Sé. Foto: Divulgação / MPL.

Manifestantes foram presos por pular catracas do Metrô, mas já foram liberados; policial ficou ferido e Companhia do Metropolitano relatou prejuízos

JESSICA MARQUES

O primeiro protesto contra o reajuste das tarifas de ônibus, trem e metrô na capital paulista, realizado na noite desta terça-feira, 07 de janeiro de 2020, resultou em 26 detidos.

Os manifestantes foram presos ao final do protesto por pular catracas do Metrô, na estação Trianon-Masp da Linha 2-Verde, para voltar para casa. Entretanto, segundo informações do Movimento Passe Livre São Paulo, que organizou o ato, todos os detidos já foram liberados.

“Ao invés de reconheceram nossas pautas como legítimas, os governantes mandaram as forças policias fechar a estação e defender as catracas. Toda essa violência para impedir nosso direito de ir e vir e defender o lucro dos empresários. Mesmo assim, não recuamos. Fechamos a Avenida Paulista e conseguimos entrar na estação e pressionar lá de dentro”, informou o movimento, em nota.

PREJUÍZO E FERIDOS

Para impedir que os manifestantes pulassem as catracas do Metrô, as entradas foram cercadas por policiais do batalhão de Choque.

A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota, que um major da PM foi ferido por um estilhaço de vidro e foi socorrido em seguida no Hospital das Clínicas.

“Após orientação dos PMs, os manifestantes foram conduzidos para a área externa da estação, que foi depredada. Um grupo com aproximadamente 30 manifestantes foi detido e encaminhado ao 78º DP, onde a ocorrência está sendo registrada”.

A Companhia do Metropolitano, por sua vez, informou que os manifestantes “danificaram vários equipamentos da estação, entre eles uma escada rolante, luminárias, placas de propaganda e ainda picharam portas e bloqueios da estação”. O prejuízo ainda não foi contabilizado.

NOVO ATO

Um novo protesto contra o reajuste nas tarifas do transporte coletivo da capital paulista já está agendado. Segundo informações do MPL, na quinta-feira, 09 de janeiro de 2020, haverá nova concentração a partir das 17h, na Praça da Sé, com saída marcada para às 18h.

Na noite desta terça, o protesto resultou na interdição de vias do centro da capital paulista. Segundo informações da SPTrans, 12 linhas de ônibus foram afetadas.

Os coletivos que passam pelas proximidades do Viaduto do Chá, onde ocorreu o ato, tiveram que fazer desvios, assim como os veículos que passavam pela região central.

Entretanto, a Polícia Militar informou que o efetivo foi maior que o número de manifestantes. Ao todo, foram contabilizadas 500 pessoas participando do protesto e 800 policiais militares empenhados em atuar na passeata.

REAJUSTE

O reajuste foi em 01º de janeiro de 2020, quando o valor da tarifa básica foi de R$ 4,30 para R$ 4,40 nos ônibus municipais de São Paulo (gerenciados pela SPTrans), no Metrô, monotrilho e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado, o reajuste é de 2,33%, abaixo da inflação, que, pelo IPC/Fipe – Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, chegaria até 4,08% no fim de dezembro de 2019.

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte,a Prefeitura também aumentou o vale-transporte de R$ 4,57 para R$ 4,83. A alta foi acima da inflação, atingindo 5,7%. A integração pelo vale-transporte subiu 10,2% passando de R$ 7,95 para R$ 8,76, segundo comunicado do secretário municipal de mobilidade e transportes, Edson Caram, para o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma.

As tarifas integradas e dos bilhetes temporais também tiveram reajuste.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Roberson disse:

    Gostaria que essa página fizesse uma matéria de quanto o governo arrecada com o metrô de SP nos espaços das estações alugados para o comércio de foods,farmacias, anúncios ,propagandas e tudo mais em que se possa arrecadar , assim poderiam rever se realmente a necessidade de reajustes anuais nas tarifas, poderiam também mostrar como funciona o acordo com as linhas privadas desse sistema, exemplo a linha amarela .

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