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Itapemirim nega transferências para Penha e diz que nome Kaissara desaparecerá

Ônibus usado pela Kaissara. Administração promete veículos próprios novos

De acordo com o presidente atual da empresa, Sidnei Piva, processo é de 2018 e não há interesse em repassar linhas para outras empresas

ADAMO BAZANI

A atual presidência do Grupo da Viação Itapemirim descartou na manhã desta segunda-feira, 06 de janeiro de 2020, a transferência de linhas para a Empresa Nossa Senhora da Penha, do Grupo Comporte.

No último final de semana, circularam imagens em redes sociais, aplicativos de mensagens e blogs de um processo na ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres pelas quais, a Penha solicitava assumir linhas da Kaissara (Viação Caiçara).

Em entrevista por telefone ao Diário do Transporte, o atual presidente da empresa Sidnei Piva disse que se trata de um processo de 2018, já negado pela ANTT e que não há mais intenção de repassar linhas para outras empresas.

“Esse processo da empresa Penha é de 2018, já foi negado pela ANTT e foi numa época que a Itapemirim estava sob a intervenção ainda em Vitória do Dr. João Saraiva” – informou

Piva disse ainda que o Kaissara não será mais usado pelo grupo.

“ A Viação Kaissara que é da Itapemirim, futuramente será incorporado este nome à Itapemirim e não será mais Kaissara, para fortalecer e consolidar a marca Itapemirim” – completou.

O empresário ainda disse que a Itapemirim/Kaissara tem autossuficiência para atender as linhas e não há intenção de repasses para outras empresas.

“Hoje nós estamos numa situação totalmente diferente, a Itapemirim/Kaissara é uma empresa totalmente saudável, honrando seus compromissos, atendendo os horários. Estamos com ônibus novos, extras e rigorosamente dentro das especificações e além, inclusive, do solicitado pela ANTT”

A agência, por sua vez, informou em nota que “não há transferência entre as empresas em andamento nesta ANTT”.

Atualmente parte da frota é alugada, mas a intenção é a compra de ônibus próprios zero km.

Piva ainda descartou novos leilões.

“Não vai mais haver dilapidação de patrimônio, não haverá mais necessidade de leilão de imóveis ou desfazer de qualquer bem para os compromissos Ela [Itapemirim/Kaissara] está saudável.” – prosseguiu o empresário.

Ouça na íntegra:

https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/01/itame-descarta.mp3?_=1

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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