Pirapora do Bom Jesus passa a ter ônibus gratuitos no transporte municipal

Serviços serão em bairros onde não há transporte municipal

Segundo prefeitura, serviço é fruto de uma PPP – Parceria Público-Privada

ADAMO BAZANI

Começou a operar nesta quinta-feira, 02 de janeiro de 2019, o “Expresso Piraporano”, um serviço de ônibus sem cobrança de tarifa que vai funcionar de segunda a sábado, das 6h às 19h na cidade de Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo.

Entre os bairros atendidos estão Parque Payol, Itaguara Parque, Green Hills, Jardim Bandeirantes, Centro, Jardim Bom Jesus, Vila Nova, Icavetá, Gaivota e Morro Branco, incluindo ainda o Parque Industrial e as proximidades de empresas com sede no município.

Segundo a prefeitura, os serviços são frutos de uma PPP – Parceria Público-Privada e vão ser opções em bairros onde não há transporte coletivo municipal. Grande parte dos deslocamentos até então era feita com ônibus do sistema da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que têm tarifa elevada.

O poder público informou ainda que lançou o aplicativo PXBUS Pirapora, pelo qual os usuários do transporte coletivo poderão monitorar os horários e localização do ônibus.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marco Franco disse:

    Mais uma vez, tudo muito lindo e ótimo a todos “a princípio” beneficiados com essa iniciativa: a população usuária, o comércio local e as indústrias da cidade. Porém a grande dúvida é: quem remunera esse serviço “gratuito”? De que forma esse serviço é remunerado pelo poder público? Qual a metodologia de remuneração e de onde vem os recursos para pagar a operadora? Assim como já questionei a mesma coisa no caso dos ônibus elétricos de Volta Redonda, a população precisa saber, entender e apoiar essas iniciativas, obviamente se ficarem comprovados os seus benefícios e a sua relação custo x beneficio como um todo, até mesmo porque, a Constituição Brasileira prevê o serviço de transporte urbano como um dos serviços essenciais à população, tal qual os serviços de saúde, educação, segurança pública e outros. Assim, se essas iniciativas se comprovarem viáveis e eficazes, poderão ser copiadas por várias outras cidades brasileiras. Na expectativa das respostas às dúvidas acima, SUGIRO AO DIÁRIO DO TRANSPORTE IR MAIS A FUNDO NESSE ASSUNTO, e aproveito para agradecer e parabenizar o Diário do Transporte, ao Adamo Bazani, Alexandre Pelegi e toda equipe pelo excelente e competente trabalho. Feliz e próspero 2020 a todos.

    1. vagligeiro disse:

      Toda remuneração de serviços “gratuitos” é baseado em acordos da prefeitura com o comércio e indústria local. O exemplo mais transparente é o de Vargem Grande Paulista, que cita a conversão dos valores de vale transporte em um fundo para aplicação no transporte.

      É a segunda cidade na Região Metropolitana da Grande São Paulo a adotar a medida, e cá entre nós, justa dado o tamanho e a complexidade rodoviária da cidade, residida no meio de um vale onde corre o Rio Tietê.

      1. Marco Franco disse:

        O sistema de arrecadação (receitas) e remuneração (despesas) do sistema de transporte gratuito do município de Vargem Grande Paulista é público e realmente está pautado nas bases que o leitor “Vagligeiro” citou. Porém nos demais municípios as fontes de custeio e tampouco o valor de remuneração das operadoras não estão claros, pelo menos no meu conhecimento. Pergunto: onde estão disponíveis essas informações? Quem remunera esse serviço “gratuito”? De que forma esse serviço é remunerado pelo poder público? Qual a metodologia de remuneração e de onde vem os recursos para pagar a operadora? Quanto a fonte de custeio arrecadará e quanto pagará anualmente? O custo de VGP estava previsto no edital de licitação. E a fonte de custeio através do Fundo Municipal de Mobilidade também são de conhecimento público. Além disso, a prefeitura de VGP contratou uma empresa como “prestadora de serviços de transporte, na condição de permissionária”; não na condição de concessionária. Saliento que NÃO SOU CONTRA essa nova forma de operação dos sistemas de transportes coletivos públicos municipais, aliás sou um defensor desse modelo; mas para que essa defesa seja feita com afinco e segurança é fundamental entender o seu modelo econômico, a sua viabilidade, suas vantagens e desvantagens.

  2. Damião Ferreira Silva disse:

    Boa tarde.
    Só tem uma resposta plausível:
    ” Eleições municipais 2020.”

    1. MARCOS NASCIMENTO disse:

      Acredito que a medida mais inteligente deveria ter sido implantar TARIFA DE 2 REAIS e que seria a mais barata de todo o BRASIL. O restante seria subsidiado pelas empresas e indústrias da cidade, escolas, faculdades e cerca de 10% prefeitura, O subsídio de São Paulo também deveria ser suportado por toda a classe empresarial e industrial da cidade e não apenas pela prefeitura. As leis federais deveriam ser modificadas e votadas em processo de urgencia para garantir uma mobilidade mais eficaz. No entanto temos a grande maioria dos 513 deputados federais e 81 senadores completamente despreocupados com os grandes problemas nacionais da segurança, do transporte e da saúde pois foram eleitos apenas para atender ao interesse de alguns empresários do ramo industrial e do ensino privado e nada mais!!!

  3. Alfredo disse:

    Coisas gratuitas não são valorizadas, esse sistema foi feito em Diadema e resultou em vandalismo, baderna e quem precisava do ônibus não conseguia porque sempre estava cheio de vagabundos e adolescentes que ficavam o dia todo passeando, idéia demagogica que fará que quem nunca usa pague

    1. vagligeiro disse:

      Pirapora do Bom Jesus, em comparação com Diadema, é uma cidade pequena e de população de maior idade. Creio que é sabido hoje que o vandalismo é tão criminoso quanto as atitudes de um político corrupto como o mandatário atual no poder.

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