Alemanha aprova plano ambiental

Publicado em: 21 de dezembro de 2019

A lei visa favorecer os meios de transportes públicos e trens. Foto: BVG/Oliver Lang

Objetivo é reduzir em 55% as emissões de gases do efeito estufa do país até 2030 na comparação com o nível de 1990

ALEXANDRE PELEGI

O Bundesrat, a Câmara Alta do Parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira, 20 de dezembro de 2019, uma lei sobre o clima que visa acelerar a redução de emissões de poluentes.

A lei afetará tanto os transportes como a construção ou a agricultura.

O Parlamento criou ainda um mercado de carbono em 2021, com um preço nacional da tonelada do CO2. As cotas serão negociadas por um mínimo de 25 euros, contra um preço inicial de 10 euros.

O objetivo é reduzir em 55% as emissões de gases do efeito estufa do país até 2030 na comparação com o nível de 1990.

Favorecer os transportes públicos e trens, aumentar o preço das viagens aéreas no país, conceder subsídios para o desenvolvimento de carros elétricos ou para o aquecimento individual limpo e eficiente, são alguns dos pontos-chaves do ambicioso plano de mudança climática.

Após uma intensa negociação com os partidos da coalizão governamental da primeira ministra Angela Merkel, as metas estratégicas do plano foram divulgadas no dia 20 de setembro de 2019, e finalmente aprovadas pelo Parlamento.

O plano consiste em estabelecer um preço para as emissões de carbono, em uma tentativa de cumprir a meta climática traçada para 2030 de reduzir os gases de efeito estufa em 55% aos níveis de 1990.

A chave é o preço das emissões de CO2 nos transportes e nos edifícios.

Com isso, será cobrada uma taxa adicional no custo de um litro de gasolina e diesel, aumentando para 9 a 15 centavos de euros em 2026.

A definição do preço final dos combustíveis é a chave do plano: deve ser alto o suficiente para que os consumidores optem por soluções mais limpas, mas sem estimular revoltas como as recentes manifestações dos coletes amarelos na França.

Os viajantes de longa distância receberão algum alívio do imposto sobre o CO2 e haverá incentivos para os moradores que modernizarem seus sistemas de aquecimento com modelos mais amigáveis ​​ao clima. Haverá proibição para novos sistemas de aquecimento a óleo.

Em suma, haverá um favorecimento aos meios de transportes públicos e trens, enquanto se pretende encarecer o preço das viagens aéreas na Alemanha.

O plano pretende ainda estimular com subsídios o desenvolvimento de carros elétricos, além de acelerar o desenvolvimento de energias limpas (solar, eólica ou biomassa), alcançando o patamar de 65% em 2030 contra os 40% de hoje.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Com informações de agências internacionais

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