Mercedes-Benz e Bosch firmam parceria para construção de Centro de Testes de Veículos

Publicado em: 2 de dezembro de 2019

Presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer (terno cinza), e presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho, em projeção de novas pistas no centro de Iracemápolis. Foto: Divulgação / Mercedes-Benz.

Equipamento será no campo de provas de Iracemápolis

ADAMO BAZANI

A Mercedes-Benz e a Bosch anunciaram na manhã desta segunda-feira, 02 de dezembro de 2019, a construção de um centro de Testes Veiculares para desenvolvimento de novos veículos e tecnologias para ônibus e caminhões.

De acordo com o presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer, o equipamento será aberto para outras marcas, podendo ser usado também para desenvolvimento tecnológico em carros, motos e até máquinas agrícolas. Os outros fabricantes poderão alugar o espaço.

O novo Centro será erguido no campo de provas da Mercedes-Benz em Iracemápolis, no interior de São Paulo. Os investimentos serão de R$ 70 milhões.

Um dos focos é atender aos padrões esperados pelo programa Rota 2030, de eficiência enérgica e redução de poluição.

No local serão realizados testes voltados para a segurança, como o desenvolvimento de controle de estabilidade de chassis (que passa a ser obrigatório a partir de 2022), de frenagem, condução semi-autônoma e autônoma e veículos não poluentes.

Além dos prédios, o espaço vai contar com mais cinco pistas de prova. Serão 400 mil metros quadrados de área.

Os executivos da Mercedes-Benz e Bosch disseram que o local terá boxes e escritórios individuais para assegurar a confidencialidade dos estudos.

As obras vão ser iniciadas no primeiro semestre de 2020 e o centro de testes deve ser entregue em 2021. O presidente da Mercedes-Benz disse que no local serão desenvolvidos veículos elétricos.

ÔNIBUS ELÉTRICOS

Em resposta ao questionamento do Diário do Transporte, na entrevista coletiva, o presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, disse que ainda deve demorar para que o Brasil tenha ônibus elétricos da marca alemã, que na Europa já comercializa o modelo com baterias e-Citaro.

O executivo voltou a falar que o diesel hidrogenado (HVO) é, na visão da marca, a alternativa menos poluentes para ônibus mais indicada para a realidade brasileira.
Schiemer citou o que considera custos altos para a aquisição destes ônibus e, em especial, da infraestrutura.

Ou seja, neste primeiro momento, não deve sair do novo Centro uma proposta de ônibus elétrico, mas no local poderão ser testados Coletivos com HVO, quando, este combustível estiver homologado para o Brasil.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Jessica Marques

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