História

ESPECIAL: As histórias que fazem a BBF – BusBrasil Fest

Evento reuniu num mesmo espaço modelos de diferentes épocas e tecnologias, mas com um mesmo propósito: servir à sociedade Foto: Adamo Bazani

Muito mais que veículos de diversas épocas e modelos, exposição mostrou que é a emoção e a paixão que movem o mundo do transporte

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI/JESSICA MARQUES

Máquinas têm alma?

Quem passou neste domingo, 01º de dezembro de 2019, pela Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona Oeste de São Paulo, percebeu uma cena não muito comum no local: mais de 150 ônibus lado a lado ou em fila de diferentes épocas e modelos, desde simples jardineiras até sofisticados ônibus de dois andares rodoviários ou modelos elétricos.

Foi mais uma edição da BBF – BusBrasil Fest, considerada a maior exposição de transporte público da América Latina.

De acordo com um dos organizadores do evento, Juverci de Melo, do Porttal do Ônibus, a edição de 2019 pode ser considerada um sucesso.

“Foram mais de 30 mil pessoas que passaram pela Praça Charles Miller,  com 166 veículos expostos, entre ônibus, vans do serviço Atende e guinchos das empresas de ônibus” – contabiliza.

Para olhares superficiais, apenas veículos expostos. Mas basta conversar com os donos dos ônibus, muitos dos quais que nem sequer trabalham no ramo de transportes; motoristas, mecânicos, cobradores, fãs e visitantes, para perceber que cada um possui uma história, uma experiência.

A partir deste momento, cada um dos ônibus ganha vida.

Daí, é possível deduzir: estas máquinas têm almas, têm essências, têm o quem, o como e os porquês.

Muitos dos ônibus apresentados guardam histórias de estradas, de sucesso e de família.

É o caso de Ciferal Dinossauro IV Scania BR116, ano 1979, modelo 1980, de Jefferson Denner dos Santos.

Autêntico Dinossauro Scania BR 116, ano 1979 modelo 1980, do colecionador Jefferson Dener dos Santos. Ônibus foi da Viação Cometa de 1979 a 1993. Entre 1993 e 1995 foi do cantor Sérgio Reis. Compra de veículo foi homenagem ao pai de colecionador que foi motorista de ônibus da Viação Campestre de Santo André e despertou a paixão pelos transportes em Jefferson. Foto: Adamo Bazani

O veículo operou pela Viação Cometa, empresa responsável pela criação deste modelo, entre 1979 e 1993. No ano de 1993, o veículo foi vendido para o cantor Sérgio Reis, que junto com a banda, cruzou parte do País com ele. O detalhe é que, diferentemente de muitos artistas, que só viajam de avião enquanto os músicos seguem em viagens rodoviárias, o Sérgião (como é chamado no meio sertanejo devido a sua estatura), em muitas vezes também pegava estrada.

Em 1995, o ônibus foi para um operador de turismo de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O Dinossauro trabalhou até 2018, quando Jefferson, que estava há dois anos procurando um modelo semelhante, encontrou o veículo e decidiu comprar, apenas para hobby e participações em eventos.

O ônibus que mantém 95% de originalidade, ostentando as tão desejadas “placas pretas”, também é uma homenagem ao pai de Jefferson, motorista de ônibus.

“Meu pai é motorista de ônibus até hoje. Em 1980, eu lembro que eu passeava com ele, que era motorista da Viação Campestre, de Santo André. Era um Caio Gabriela que ele dirigia. Eu ia levar o almoço para ele no ponto final e acabava fazendo algumas viagens. Sentava num banquinho que ficava na frente e imitava meu pai dirigindo, eu também abria e fechava as portas com o ônibus parado. Me sentia demais com isso” – conta Jefferson, que não trabalha com ônibus, mas que já participou de um projeto de ônibus elétrico na capital paulista em 1999.

“Em 1999, a empresa Transkuba trouxe para o Brasil um projeto de ônibus elétrico 100% a bateria junto com a Wave Driver. Nós montamos dois ônibus na Inglaterra, trouxemos estes ônibus para o Brasil, encaroçamos e montamos mais dois. Começamos a fazer testes que foram até 2001. Não deu certo por causa do preço do dólar, mas foi um projeto bem legal” – contou.

Não deixou de ser uma semente.

Neste aspecto, de tecnologia limpa e alternativa ao diesel, a BBF mostrou que o setor tem evoluído.

Foi possível ver o trólebus ACF Brill de 1947, um dos primeiros modelos da cidade de São Paulo, os trólebus dos anos 1980/1990 restaurados com apoio da Ambiental Transportes e que integram o patrimônio da cidade, o trólebus de 15 metros com ar-condicionado e baterias para autonomia fora da rede de fios da Metra (Corredor ABD), um trólebus de 15 metros do sistema paulistano e dois ônibus elétricos da Transwolff, empresa da zona Sul de 100%, que funcionam com baterias e integram uma frota de 15 unidades que passaram a operar em 19 de novembro na cidade.

Os dois ônibus elétricos expostos na BBF foram conduzidos pelas jovens motoristas Bruna Copari e Rutileia Eva.

As jovens motoristas Bruna Copari (em pé) e Rutileia Eva (ao volante), retratos da evolução dos transportes . Foto: Adamo Bazani

Foi a primeira participação das duas numa BBF.

Tanto Bruna como Rutileia destacaram as vantagens do modelo que dirigem todos os dias na linha 6030 Unisa Campus 1 até Terminal Sato Amaro, na zona Sul de São Paulo, como conforto, silêncio e o fato de não emitirem poluentes durante a operação.

Ambas têm uma verdadeira paixão por transportes.

O pai de Bruna, que tinha um caminhão 608D, a ensinou a dirigir quando ela tinha 12 anos de idade. Já Rutileia nunca tinha trabalhado com transporte antes, mas dirigir ônibus era um desejo, que se tornou realidade há pouco tempo.

Aliás, mostrar a evolução e desenvolvimento dos transportes sempre foi um dos objetivos de eventos como a BBF, que foi prestigiada de perto pelo presidente da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema da capital paulista, Paulo Cézar Shingai.

Presidente da SPTrans, Paulo Cézar Shingai (camisa branca) se emociona ao ver a evolução dos transportes

“Para a SPTrans é uma satisfação fazer parte de um evento como a BBF. Fiquei feliz, havia muita gente. Minha vida sempre foi dedicada aos transportes e tenho uma verdadeira paixão pelo setor. O evento mostrou o quanto desenvolvemos ao longo dos anos, desde os rústicos ônibus dos anos 70 e 80, quando as pessoas andavam penduradas nas portas. Hoje, os ônibus têm ar-condicionado, tomadas para carregar o celular e até GPS. Estamos com ônibus elétricos. Podemos ter problemas sim, mas devemos reconhecer: os transportes em São Paulo se desenvolveram muito e continuaremos evoluindo” – disse Shingai, que, entre outras novidades, conferiu de perto os ônibus que já possuem as novas pinturas da cidade de São Paulo.

Até mesmo a Polícia Militar do Estado de São Paulo mostrou sua contribuição com a preservação de uma parte da memória dos transportes.

Marcopolo Allegro GV, Mercedes-Benz OF-1620/60. Último veículo desse modelo na Polícia Militar do Estado de São Paulo, que decidiu preservar a unidade. Foto: Jessica Marques

Também marcou presença na BBF o Marcopolo Allegro GV, Mercedes-Benz OF-1620/60. O ônibus é o último veículo desse modelo na Polícia Militar do Estado de São Paulo, que decidiu preservar a unidade.

O veículo é levado para exposições e utilizado para o transporte de policiais apenas em último caso, para que seja preservado. Com 276 mil quilômetros rodados, o ônibus é de 1996 e está com a mecânica original.

A cada passo na BBF, mais histórias de paixão por vidas e transportes.

O motorista de ônibus Flávio Minel comprou o Flecha Azul há oito anos por ser apaixonado pelo modelo. O profissional utiliza o veículo para transportar passageiros.

CMA Flecha Azul V, Scania K113 CLB. Foto: Jessica Marques

“Para quem trabalha com ônibus e já dirigiu, não tem melhor que um Flecha CMA, na minha opinião. Em matéria de motor, Scania 113 é o que há”, disse.

O motor do ônibus chamou a atenção de longe dos visitantes da BBF. Isso porque a tampa que esconde o “ouro” é transparente e revela a customização feita pelo dono do veículo.

“Eu pintei, coloquei cromo, aumentei cavalaria, torque, mas o resto da mecânica está original”, respondeu Minel, quando questionado sobre as mudanças que fez no motor.

O CMA pertencia à Viação Cometa, portanto, além de ser um veículo com motorização e carroceria clássicas, carrega consigo muita história.

O motorista de ônibus Vanderlei Trajano Soares, trabalha na Lady Anna, de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, e levou para a BBF duas raridades.

Uma delas é o Nielson Diplomata 380, com carroceria original e chassi 370 RSD, com mecânica trocada para o O-400.

Nielson Diplomata 380. Foto: Jessica Marques

“Tenho o ônibus há dez anos e conheço o antigo dono há muito tempo. Sempre falei pra ele que tinha interesse em comprar e ele acabou vendendo. Deixo ele guardado na cobertura e mexo nele todo dia”, contou.

O ônibus é de 1986 e operou apenas na empresa Turismo São Cristóvão, na Vila Guilherme, na capital paulista, segundo o proprietário.

“Sempre trabalhei com ônibus, em oficina, e peguei amor por esses clássicos por isso”, disse Soares.

O motorista de ônibus também levou para a exposição o Marcopolo III, de 1982, que operava na empresa Andorinha. Ambos os veículos estão com a pintura da São Cristóvão.

Marcopolo III. Foto: Jessica Marques

“Eu passei e vi esse ônibus em cima de uma calçada, procurei o dono e acabei comprando. Já estava praticamente indo para o desmanche. Levei um ano para restaurar. Troquei bancada, assoalho, pneu, lataria, bagageiro, painel, etc”, relatou o proprietário.

“Esse é um Scania 111, que uso só pra passeio. Pretendo colocar um 113 nele”, disse Soares.

Como bom colecionador, o motorista de ônibus pretende aumentar o acervo muito em breve. “Estou a procura de um Dinossauro“, afirmou.

O evento teve a participação de nomes bem conhecidos entre os que acompanham o mundo dos transportes de passageiros, como de Gustavo Monteiro, criador do canal de Youtube “Gustavo Interestadual”, que tem quase cem mil inscritos – https://www.youtube.com/user/TheGustavo1968

Gustavo Monteiro é motorista de ônibus da Viação Itapemirim/Kaissara e grava as suas viagens sempre conversando sobre um assunto relacionado ao dia a dia dos transportes rodoviários. A posição que ele fixa a câmera faz o espectador se sentir na posição do motorista, que, mesmo que virtualmente, acaba viajando junto com Gustavo.

Gustavo Monteiro faz internauta se sentir um pouco motorista e hoje seu “ônibus” transporta quase 100 mil inscritos

“Eu comecei gravado porque mesmo sendo motorista tive curiosidade de entender o que ocorre por trás dos transportes, desde a preparação para o ônibus sair às ruas até à estrada em si. A viagem não começa na rodoviária, mas muito antes, e resolvi mostrar isso. Teve uma boa repercussão e continuei esse trabalho” – conta Gustavo, que é motorista desde 1990. Há cerca de cinco anos trabalha na Itapemirim/Kaissara.

Estas foram apenas algumas das histórias que marcaram a BBF. Tantas outras que não foi possível registrar, ajudaram neste domingo, 01º de dezembro de 2019, a escrever mais um capítulo na história da mobilidade de vidas.

A BBF tem organização do Portal do Ônibus, formado por verdadeiros apaixonados pelos transportes, que todos os ano se empenham e até perdem horas de sono, como Juverci de Melo, Fábio Klein, Dorival Nunes, entre outros

No ano que vem, a BBF deve trazer mais novidades.

O Diário do Transporte é divulgador do evento juntamente com a Rádio Ônibus, MobCeará, e OMS – Ônibus Minha Segunda Casa.

Acompanhe imagens da BBF 2019 – 13ª edição.

Viaggio 1100 K 113CL ano 1991. Foto: Adamo Bazani

Tribus com pintura tradicional da Itapemirim. Foto: Adamo Bazani

Caio Millennium IV da Metrópole Paulista já com o novo padrão visual da cidade de São Paulo. Foto: Adamo Bazani

Guincho Mercedes Benz 1965 LP 321 e Caio Gabriela 1981, ambos da Viação Osasco. Foto: Adamo Bazani

Busscar Vissta Buss 340 Mercedes-Benz, da Translitoral. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo Viaggio 1100 Scania K112 CL. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo Paradiso 1200 Scania da Transportes Santa Maria, do ABC. Foto: Adamo Bazani

Caio Vitória Volvo B58 restaurado pela Metra. Foto: Adamo Bazani

Interior do Caio Vitória Volvo B58 da Metra. Foto: Adamo Bazani

Interior do Caio Vitória Volvo B58 da Metra. Foto: Adamo Bazani

Interior do Caio Vitória Volvo B58 da Metra. Foto: Adamo Bazani

Jardineira Viação ABC, Chevrolet de 1956. Foto: Adamo Bazani

Diferentes gerações de ônibus do Grupo ABC. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo Viale BRT Volvo da Suzantur de Santo André. Foto: Adamo Bazani

Busscar Urbanuss Pluss Mercedes-Benz O500 M ano 1997, da Suzantur de Santo André. Foto: Adamo Bazani

Caio Millennium IV Mercedes-Benz O500 UDA, da City Transporte Urbano do Guarujá, com decoração Natalina. Foto: Adamo Bazani

Comil Svelto Mercedes-Benz OF 1724 L (com suspensão a ar), do serviço municipal de Mairiporã, da mais recente renovação da empresa. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo Torino GV , Mercedes-Benz OF 1620 ano 1997 da empresa Vipe – Viação Padre Eustáquio, de São Caetano do Sul. Foto: Adamo Bazani

Ciferal Padron Rio Mercedes-Benz OF 1620 ano 1994, acervo da Viação Vaz, de Santo André-SP. Foto: Adamo Bazani

Ciferal Padron Rio Mercedes-Benz OF 1620 ano 1994, acervo da Viação Vaz, de Santo André-SP. Foto: Adamo Bazani

Ciferal Padron Rio Mercedes-Benz OF 1620 ano 1994, acervo da Viação Vaz, de Santo André-SP. Foto: Adamo Bazani

Caio Millennium BRT biarticulado Volvo da Viação Campo Belo, da Capital Paulista. Foto: Adamo Bazani

Ciferal Padron Rio Mercedes-Benz OF 1620 ano 1994, acervo da Viação Vaz, de Santo André-SP. Foto: Adamo Bazani

Caio Millennium BRT biarticulado Volvo da Viação Campo Belo, da Capital Paulista. Foto: Adamo Bazani

Autêntico Dinossauro Scania BR 116, ano 1979 modelo 1980, do colecionador Jefferson Dener dos Santos. Foto: Adamo Bazani

Autêntico Dinossauro Scania BR 116, ano 1979 modelo 1980, do colecionador Jefferson Dener dos Santos. Foto: Adamo Bazani

Autêntico Dinossauro Scania BR 116, ano 1979 modelo 1980, do colecionador Jefferson Dener dos Santos. Foto: Adamo Bazani

Autêntico Dinossauro Scania BR 116, ano 1979 modelo 1980, do colecionador Jefferson Dener dos Santos. Foto: Adamo Bazani

GMC ODC 210 norte-americano de 1954. Foto: Adamo Bazani

Caio Apache Vip Volkswagen da EUSA – Empresa Urbana Santo André. Foto: Adamo Bazani

Monobloco Mercedes-Benz O 362 com pintura Garcia Turismo, pertencente à Suzantur. Foto: Adamo Bazani

Monobloco Mercedes-Benz O 362 com pintura Garcia Turismo, pertencente à Suzantur. Foto: Adamo Bazani

Monobloco Mercedes-Benz O 362 com pintura Garcia Turismo, pertencente à Suzantur. Foto: Adamo Bazani

O trólebus articulado Torino GV, cujo chassi é de 1985, tem longa história ligada aos Transportes de São Paulo. Foto: Adamo Bazani

Trólebus ACF Bill 1947. Foto: Adamo Bazani

CMTC/Metropolitana Monika Mercedes-Benz 321. Foto: Adamo Bazani

Trólebus Torino da década 1990 restaurado. Foto: Adamo Bazani

Trólebus Caio/Scania/Eletra atual do sistema de São Paulo. Foto: Adamo Bazani

Ônibus Elétrico BYD da Transwolff com carroceria Marcopolo. Foto: Adamo Bazani

Ciferal Citimax OF 1418 2005 da Fervima. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo Allegro GV, Mercedes-Benz OF-1620/60. Último veículo desse modelo na Polícia Militar do Estado de São Paulo, que decidiu preservar a unidade. Foto: Jessica Marques

Comil Doppio BRT Mercedes-Benz O 500 MA da Capelini de Campinas. Foto: Adamo Bazani

Miniaturas de ônibus da PM. Foto: Jessica Marques

Miniaturas de ônibus da PM. Foto: Jessica Marques

CMA Flecha Azul V, Scania K113 CLB. Foto: Jessica Marques

CMA Flecha Azul V, Scania K113 CLB. Foto: Jessica Marques

CMA Flecha Azul V, Scania K113 CLB. Foto: Jessica Marques

CMA Flecha Azul V, Scania K113 CLB. Foto: Jessica Marques

CMA Flecha Azul V, Scania K113 CLB. Foto: Jessica Marques

Nielson Diplomata 380. Foto: Jessica Marques

As jovens motoristas Bruna Copari e Rutileia Eva, retratos da evolução dos transportes . Foto: Adamo Bazani

Nielson Diplomata 380. Foto: Jessica Marques

Nielson Diplomata 380. Foto: Jessica Marques

Marcopolo III. Foto: Jessica Marques

Gustavo Monteiro faz internauta se sentir um pouco motorista e hoje seu “ônibus” transporta quase 100 mil inscritos

Presidente da SPTrans, Paulo Cézar Shingai (camisa branca) se emociona ao ver a evolução dos transportes

 

Adamo Bazani, Alexandre Pelegi e Jessica Marques, jornalistas especializados em transportes

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Comentários

Comentários

  1. adriano disse:

    Só faltou mais uma vez e infelizmente a frota de antigos da Caprioli de Campinas que estão guardados (alguns) debaixo do barracão e outros no tempo na garagem dela lá em Campinas/SP.

  2. vagligeiro disse:

    Tem que se reconhecer o mérito de Juverci, Klein e cia. pela organização, manutenção e esforço político para manter este evento vivo por estes anos. Acho que um “Muito Obrigado” é pouco pelo esforço dedicado :) . Só acho que faltou ainda mais divulgação por outras mídias, e também uma espécie de “espaço” para tentar reeducar busólogos, pois ainda há muita gente que acaba usando a desculpa de ser busólogo para exacerbar seus preconceitos ou agir de forma estúpida (não por mal).

    Fui rapidamente no evento (acho que vi o Adamo tirando foto do “à Bateria” que ficou nas proximidades da avenida) e admirei alguns veículos, além de ver a presença de muitas empresas paulistas, e claro, as rodoviárias e colecionadores que expuseram seus veículos. Como já vi que é, ao meu ver para mim, “mais do mesmo” (e meu espírito de fã de transporte está se esvaindo…), fiquei menos tempo no evento.

    Gostaria muito que houvesse um esforço político não só dos idealizadores – pois afinal, ninguém é super herói -, mas sim das empresas de transportes, políticos ligados à causa dos transportes (e seus respectivos assessores), para quem sabe no ano que vem, este evento ganhe um espaço maior ainda, mais dias de exposição, entre outras coisas.

  3. Souza Brunet disse:

    Maravilha. Nada como preservar a evolução dos transportes por meio de seus ‘protagonistas’ rodantes. Sugiro que seus idealizadores façam uma garimpagem nas garagens mineiras – tradicionais pioneiros e emocionalmente ligados a seus veículos de raiz. Ou nos pátios das empresas do sul, amantes da preservação da cultura. E um passeio pelas oficinas nordestinas, que alongam as vidas úteis desses ‘rodas de borracha’ para servir comunidades do interior dos estados….e aproveitem ao passar em Brasilia para conhecer uma coleção de miniaturas de ônibus na sede da associação da categoria (não conheço, mas acho que deveria ser té itinerante).

  4. Precisamos frisar que em cada veículo aqui apresentado, teve almas de criadores, projetistas, e construtores que deixaram suas marcas para que possamos contemplar e nos perder na beleza do designe de cada um deles…parabéns e muito obrigado por esse deleite automotivo,,,,busólogos sempre

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