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Pesquisa do Procon mostra que passageiro aprova Metrô e reprova CPTM

Superlotação é a maior crítica tanto para Metrô como para CPTM

Segundo os dados, 60% dos usuários do metrô avaliam como bons e ótimos os serviços prestados e 65% dos passageiros da CPTM classificam os serviços como regulares ou péssimos

ADAMO BAZANI

O Núcleo de Inteligência e Pesquisas da Escola Paulista de Defesa do Consumidor do Procon de São Paulo divulgou nesta quarta-feira, 27 de novembro de 2019, o resultado de uma pesquisa com 902 usuários do Metrô e ou da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos sobre as impressões em relação aos serviços prestados.

O levantamento ocorreu entre os dias 02 e 06 de setembro de 2019 nos postos dos Poupatempos Sé, Itaquera e Santo Amaro.

Segundo a Fundação Procon, 60% dos entrevistados que usam o Metrô avaliaram os serviços como bons (48%) ou ótimos (12%). Para 31% dos passageiros ouvidos, os serviços são regulares e, 9%, o consideram péssimos.

Já as impressões sobre a CPTM são opostas aos resultados do Metrô. De acordo com a pesquisa, 65% dos passageiros que utilizam os trens, classificam os serviços como regulares (45%) ou péssimos (20%). Apenas 4% avaliam como ótimos e, 31% como bons.

Dos 902 passageiros entrevistados, 843 utilizam apenas metrô ou ambos (metrô e CPTM) e 458 utilizam apenas a CPTM ou ambos (metrô e CPTM).

METRÔ

Apesar da boa avaliação do Metrô, dos 727 passageiros que apontaram a existência de problemas no meio de transporte, a grande maioria (590) classificou a superlotação como o item mais grave nos serviços, seguido de atrasos (260), falta de segurança (95), manutenção dos trens (falta ou realizada nos finais de semana) (75) e ambulantes, cantores e pedintes dentro dos vagões (72).

CPTM:

Entre as 427 pessoas que apontaram problemas na CPTM, a grande maioria também classifica a superlotação a questão que mais desagrada os passageiros: 378 entrevistados.

Os outros problemas mais indicados pelos passageiros na CPTM são: atrasos (220), manutenção dos trens (falta ou realizada nos finais de semana) (67), falta de segurança (57) e ambulantes, cantores e pedintes dentro dos vagões (42).

AMBULANTES:

Apesar de os ambulantes dentro dos carros (vagões) estarem entre as principais queixas dos passageiros, a opinião é dividida quando o Procon perguntou especificamente sobre o tema.

Para os 902 entrevistados que se disseram usuários do metrô e/ou CPTM, 404 (44,79%) afirmaram que se incomodam com os ambulantes, cantores e pedintes e 498 (55,21%) afirmaram não se incomodar.

Entre os entrevistados, 486 (53,88%) disseram que nunca compraram produtos dos ambulantes nos carros ferroviários (vagões) e 416 (46,12%) falaram que já realizaram alguma compra.

ASSÉDIO:

O Procon questionou todos os usuários se já foram assediados sexualmente no trajeto do Metrô e/ou CPTM Segundo a fundação, a maioria informou que não, 89,58% (808), mas um percentual significativo declarou que sim, 10,42% (94).

Veja o relatório completo da pesquisa:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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