Seminário interno da Empresa 1 debate inovação com foco no cliente

Publicado em: 14 de novembro de 2019

12/11/2019 – BRASIL / BELO HORIZONTE – 3º Seminário Empresa1- Realizado na Fundação Dom Cabral, no Alphaville, em Nova Lima/MG. © Washington Alves/Light Press

Com mais de cem inscritos, evento reuniu empresários operadores de ônibus a empresas parceiras dos setores de tecnologia, banking e design de serviços, dentre outros

ALEXANDRE PELEGI

Nesta terça-feira, 12 de novembro de 2019, a Empresa 1, integrante do grupo canadense Volaris, realizou um encontro com vários parceiros e operadores do transporte coletivo para debater o tema “inovação com foco na experiência do cliente”.

O evento de dia inteiro foi conduzido por Christiane Rosenburg, gerente de Marketing da Empresa 1, e aconteceu em Belo Horizonte, na auditório da Fundação Dom Cabral.

Com abordagens revolucionárias, e conceitos até então desconhecidos em profundidade por boa parte dos presentes, a experiência de um dia inteiro foi fundamental para a compreensão dos principais desafios que o setor de transporte coletivo enfrenta atualmente. Mais que isso, quais são as ferramentas que podem ser usadas para melhorar a relação com o cliente, um dos princípios basilares para reter a demanda de passageiros.

O evento teve apoio dos parceiros Mastercard, Visa, Elo, Banco C6, Cash Solution e Ecobonuz.

O CEO da Empresa, Érico Moraes, destacou a importância dos clientes e colaboradores na história da empresa, que há 22 anos integra soluções de hardware, software e serviços para automação de meios de pagamento, controle de acesso e combate à fraude.

O Diário do Transporte participou como convidado do encontro, que reuniu representantes de empresas operadoras de ônibus de diversas cidades brasileiras, que puderam presenciar um debate rico em propostas de como inovar e modernizar a operação dos sistemas de transporte público sobre pneus.

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Érico Moraes (foto acima) deu o tom do que seria o encontro logo na abertura do evento. “Nossa empresa atua hoje em mais de 160 cidades brasileiras, e temos claro que não há como ter transporte sem ter tecnologia”, afirmou.

O evento, que tem como uma de suas metas a troca de experiências e o fortalecimento dos laços entre os participantes, destacou a “inovação compartilhada” como uma das frases-chave do encontro, que perpassou todas as apresentações. “Esta é a maneira mais inteligente, rápida e segura de modernizar as empresas, construindo em conjunto as melhores soluções”, afirmou Érico.

Desenhar soluções novas, partindo da realidade dos clientes, é a forma ideal para se mudar a experiência do transporte e o comportamento dos passageiros. “Mas para isso é preciso compartilhar experiências, trabalhar com os parceiros que desenvolvem soluções que muitas vezes desconhecemos ou, até mesmo, não fazem parte de nossa expertise”, ressaltou Érico.

O CEO da Empresa 1 chamou a atenção para dois aspectos essenciais que impõem essa necessidade de compartilhar problemas e construir soluções: as rápidas mudanças vividas hoje pelo setor, que tendem a se acelerar com o ingresso de diferentes modais, com novas e modernas formas de oferta dos serviços, e a diversidade de meios de pagamentos on-line, que oferecem ao cliente a oportunidade não só de escolher os melhores caminhos, como também lhe oferece diferentes maneiras de consumir e pagar por suas escolhas.

A partir daí, várias palestras e cases foram apresentados durante o dia todo, mostrando várias facetas de um problema maior que precisa ser melhor compreendido a partir do olhar do cliente: como melhorar sua experiência no transporte e como passar a ele uma sensação de que esta é a melhor opção diante do variado cardápio que o mercado hoje oferece: aplicativos de transporte individual, bicicletas, patinetes, enfim, uma gama diversificada de alternativas que permitem ao usuário definir até mesmo a forma como pode pagar por cada uma de suas escolhas.

Em uma frase, é essencial conhecer profundamente o cliente do transporte, entender suas “dores” e, a partir daí, atuar com os vários conhecimentos disponíveis, integrando soluções e aproximando parceiros.

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Vários temas foram apresentados nesta terça-feira. Simone Souza (foto acima), doutoranda e Mestre em Design, Inovação e Sustentabilidade, mostrou um lado pouco conhecido e explorado pelos fornecedores do transporte: o papel do design para entender e construir uma melhor experiência para o cliente do transporte. Com o sugestivo título “Se não servir, não serve. A experiência do cliente resulta do servir”, Simone afirmou que o operador do transporte precisa sair de sua zona de conforto. “Até então tudo estava correndo normalmente, e de repente a realidade mudou repentinamente. A entrada de novos serviços de transporte tem gerado nas pessoas um repertório de oportunidades, elas têm vivido coisas que não imaginavam viver”, relata Simone. Isso naturalmente muda a cabeça das pessoas, que passam a ter outras referências de como se locomover. “Depois de ter uma experiência com outros serviços, que permitam à pessoa se locomover, quando ela retorna ao transporte coletivo ela não enxerga mais o serviço da mesma forma como antes”.

Diante disso, a única forma é permitir ao cliente uma experiência diferente e melhor diante do leque de ofertas que hoje se abriram para todos. “O ônibus antes era a primeira e muitas vezes única opção de mobilidade das pessoas. Ao experimentar outras opções, as pessoas ganham repertório e passam a exigir novas sensações e atributos do serviço de transporte coletivo”, conclui.

Segundo Simone, eventos como o de ontem são essenciais para que o setor possa encontrar soluções para esse desafio. “Quanto mais as empresas que entregam o mesmo produto, que é mobilidade por ônibus, se juntarem em busca de saídas e novas respostas para o problema, trazendo para o centro todos os parceiros que atuam para o mesmo fim, como as empresas de tecnologia, meios de pagamento, comunicação, enfim, todos que operam na mesma direção, maior a chance de redescobrirem seu papel nesse novo cenário”, ressaltou Simone.

A partir desse início, o evento trouxe outras experiências, como o case da Cash Solution, apresentado pelo diretor Bruno Lindstron, que mostrou que o transporte coletivo ainda convive entre dois mundos, o digital e o físico.

A transformação digital bancária e de meios pagamentos foi outro debate que reuniu os principais atores no segmento de transporte, parceiros da Empresa 1, com apresentações feitas por Guilherme Esquivel (Mastcercard), Ana Pantaleão (Visa), Fabio Levi (Elo) e Milton Silva (Banco C6). Ao final, um amplo painel promoveu um debate com a plateia moderado pelo diretor comercial da Empresa 1, Romano Garcia.

© Washington Alves/Light Press

A experiência da Ecobonuz, primeiro programa de fidelização para o cliente do transporte coletivo por ônibus, foi apresentada pelo CEO da startup, Túlio Lessa.

O Case de Sorocaba, calcado na integração tecnológica promovida por diferentes parceiros, foi tema de um Painel do seminário. A experiência demostrou como é possível trabalhar com parceiros diferentes, com expertises diferentes, para propiciar uma experiência digital para o cliente do sistema de ônibus da cidade, que desde 1992 não tem a figura do cobrador. Como destacou Kleber Kikunaga, COO da Cittati, isso foi possível graças a soluções integradas de diferentes empresas.

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Participaram desse painel (foto acima), moderado por Alexandre Carvalho (superintendente comercial da Empresa 1), além de Kleber, Paulo Fraga (diretor comercial da Cittamobi), e Luís Eduardo Pereira (Gerente de Comercialização e Custos da Urbes Sorocaba).

Harlen Barbosa, gerente de desenvolvimento da de software da Empresa 1, discorreu sobre o ABT – Account-Based Ticketing.

© Washington Alves/Light Press

Fechando o encontro, Paula Oliveira (foto acima), CEO da GoToData falou sobre a importância dos dados, os ativos mais valiosos da atualidade, e de como transformá-los em resultado para as empresas. “A empresa não precisa de todos os dados para avançar e crescer. Para isso adotamos métodos inteligentes para coletar, e usamos as ferramentas certas para transformá-los em resultados, permitindo às empresas crescerem a partir de informações que estão à sua disposição, e raramente são levadas em conta”, afirmou Paula. Mais que usar dados, o importante é saber quais e como usá-los.

© Washington Alves/Light Press

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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