Ecobonuz fecha parcerias com empresas do transporte coletivo de São José do Rio Preto e Uberlândia

Publicado em: 14 de novembro de 2019

Túlio Lessa, fundador e CEO da Ecobonuz, em workshop na sede da empresa em BH. Foto: Alexandre Pelegi

Startup que desenvolveu programa de milhagem para o transporte urbano chega agora também ao segmento rodoviário, com parcerias com a Transnorte e a Princesa dos Campos

ALEXANDRE PELEGI

Após dois anos de atuação em cidades de Minas Gerais, a startup Ecobonuz expandiu recentemente sua atuação não apenas para outros estados, como também para o segmento do transporte rodoviário de passageiros.

Em conversa com Túlio Lessa, fundador e CEO da empresa com sede em Belo Horizonte, o Diário do Transporte colheu na manhã desta quarta-feira, 13 de novembro de 2019, as novidades que animam a empresa e que sinalizam para uma expansão ainda mais agressiva e constante em 2020.

Como já mostrou o Diário do Transporte, a Econobuz integra transporte coletivo e varejo através de um aplicativo que dá pontos para quem utiliza os ônibus municipais. Uma espécie de “programa de milhagem” para os usuários do transporte coletivo urbano.

O programa tem funcionamento simples: após realizar um cadastro gratuito no site ou aplicativo da Ecobonuz (https://www.ecobonuz.com/), o cliente do transporte das cidades parceiras acumula pontos toda vez que utiliza o cartão de ônibus em sua cidade. Pela plataforma do programa na internet ele consegue trocar os pontos acumulados por recompensas, como recargas de celular, recarga de passagens e até mesmo pagamento de contas de água e luz.

Como novidades, Túlio contou para a reportagem do Diário do Transporte que acaba de assinar contratos com empresas operadoras do transporte público de São José do Rio Preto, em São Paulo, e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, além de expandir a atuação para o setor rodoviário.

A gente está crescendo bastante agora”, afirma Túlio, que conta que a empresa criou um modelo de ‘gamificação’ como ferramenta para atrair novos clientes, além de fidelizar a base de cadastrados no programa.

Essa estratégia, segundo o CEO da empresa mineira, tem dado resultados muito bons nas mais de dez cidades em que o programa já está implantado no país.

Túlio explica como está usando a estratégia de ‘gamificação’, que nada mais é do que usar mecânicas e dinâmicas de jogos (games) para engajar pessoas, motivando ações e comportamentos: “A gente tem lançado desafios aos clientes na medida em que eles vão conquistando pontos no programa, que estão atrelados por exemplo à frequência de utilização do transporte, ao valor de recarga do bilhete, ao horário em que ele utiliza o ônibus. À medida que o cliente vai alcançando as metas do desafio proposto, ele vai ganhando mais benefícios, e isso tem gerado resultados muito interessantes para os operadores parceiros”, explica.

Como novidade e comprovação do crescimento da empresa, Túlio conta que realizou o fechamento de um contrato para instalação do programa Ecobonuz com a Ubertrans – Associação das Empresas Delegatárias do Serviço Público de Transporte Coletivo de Passageiros de Uberlândia, que conta com o Grupo Gulin, o Grupo Duarte e o Grupo Saritur.

A conquista mais recente é a chegada do programa Ecobonuz à cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, em acordo com o Consórcio Riopretrans, composto pelas empresas Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati (Grupo Comporte), mais novos parceiros do programa de fidelização.

A gente entra agora animados para ajudar as empresas de transporte coletivo a enfrentar a concorrência, diante das novidades que têm surgido no setor de mobilidade urbana, com um braço de tecnologia e um braço de marketing e comunicação também”, diz Túlio.

Todo o processo de desafios (gamificação) lançados com a finalidade de reter os clientes do transporte coletivo, ampliando sua participação e ao mesmo tempo atraindo novos usuários para o ônibus, tem forte base em pesquisas realizadas com os dados fornecidos pelo próprio sistema de bilhetagem. O perfil do cliente, ou seja, a maneira como ele utiliza o transporte público, de como “gasta” os pontos acumulados com isso, os horários que utiliza, são informações que servem para criar os desafios, traçando metas que aumentam a frequência e as recargas no bilhete.

Com os dados da bilhetagem, a gente começa a segmentar os clientes com base em seu comportamento, e também partindo das características de seu cadastro, como gênero, idade, o tipo de cartão, etc”, explica.

É com esse volume de dados, e com a inteligência gerada a partir deles, que a equipe da Ecobonuz gera os desafios voltados a cada perfil específico. “O cliente que utiliza mais o transporte vai receber um desafio diferente do cliente que utiliza menos, por exemplo”, conta o CEO da Ecobonuz.

O mais importante é que o empresário de ônibus consegue medir o resultado de cada campanha que foi lançada. “Acabou a campanha a gente já gera o relatório para ver quantas pessoas atingiram o desafio, mudaram o comportamento, e quanto aquilo trouxe de resultado financeiro para a empresa de ônibus”, conclui.

Túlio explica que o programa obviamente tem custos, mas o crescimento do Ecobonuz tem mostrado que os ganhos superam de longe os investimentos. Ou seja, além de fidelizar clientes, e ampliar a base de atendimento da empresa de ônibus, os resultados financeiros existem e são positivos.

O investimento é feito campanha por campanha. A gente define o investimento em cada uma, e ao final demonstramos ao empresário qual foi o retorno financeiro com a mudança de comportamento do cliente que obtivemos”, conclui Túlio.

O programa é de coalizão, esclarece o fundador da startup, explicando que ele está baseado em parcerias que são fechadas com o transporte urbano e também com o transporte rodoviário.

No caso do transporte rodoviário, a Ecobonuz já está presente na Transnorte, empresa que opera no Norte de Minas, pertencente ao Grupo Saritur, e mais recentemente fechou parceria com a empresa Expresso Princesa dos Campos, com sede no Paraná, com mais de 80 anos no mercado.

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Da esquerda para a direita: Marco Franco, diretor do Grupo São João, empresa de Transporte de passageiros com sede em Sorocaba; Érico Moraes, cofundador e presidente da Empresa 1, de bilhetagem eletrônica e biometria facial com sede em BH; e Túlio Lessa, CEO da Ecobonuz.


A entrevista com Túlio Lessa ocorreu na manhã desta quarta-feira, 13, ocasião em que a Ecobonuz realizou um workshop para parceiros de tecnologia e operadores de transporte, com a presença do Diário do Transporte.

O tema foi “Inovação do negócio com foco no cliente”.

A apresentação abordou a metodologia do “Growth Hacking“, prática de encontrar “gatilhos” através da análise de dados que, ao serem acionados, promovem um crescimento acelerado na empresa. Foi com base nessa metodologia que a Ecobonuz lançou os desafios para os clientes do transporte.

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Wokshop “Growth Hacking”, realizado pela Ecobonuz

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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