Mercedes-Benz inaugura Fazenda Urbana para plantio de hortaliças em fábrica de São Bernardo do Campo

Objetivo é proporcionar uma alimentação de mais qualidade aos colaboradores. Foto: Divulgação.

Verduras serão cultivadas para consumo diário na planta

JESSICA MARQUES

A Mercedes-Benz inaugurou no início do mês a Fazenda Urbana, um local para plantio de hortaliças na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. No local, são produzidos caminhões, chassis de ônibus e agregados, como motores e câmbios.

As verduras cultivadas na fazenda serão utilizadas na alimentação de mais de 10 mil funcionários nos restaurantes da planta.

Segundo a fabricante, a iniciativa inédita de plantar hortaliças em um parque fabril dedicado à produção de caminhões e ônibus tem como objetivo proporcionar uma alimentação de mais qualidade aos colaboradores.

Para viabilizar o projeto, a Mercedes-Benz do Brasil uniu-se à BeGreen, startup mineira que, desde 2014, dedica-se a produzir alimentos de forma sustentável. Juntas, levaram adiante a parceria entre uma empresa da indústria automotiva e uma startup em um projeto de sustentabilidade.

A fabricante cedeu o espaço na unidade e a BeGreen gerencia todo o processo de produção e também é responsável pela administração da rotina da Fazenda Urbana.

“Com um cultivo totalmente livre de agrotóxicos, a Fazenda Urbana garantirá uma alimentação mais saudável, saborosa e nutritiva aos colaboradores, trazendo uma maior diversidade de produtos nas refeições. Ajustes estão sendo feitos no cardápio para incluir mais opções de saladas e a utilização de temperos frescos na preparação dos pratos”, informou a Mercedes, em nota.

Entre as verduras cultivadas na Fazenda Urbana pela BeGreen estão alface baby (verde e roxa) com sementes importadas da Holanda, rúcula, espinafre, agrião e chicória. Os temperos são salsinha, hortelã, cebolinha, coentro, manjericão e sálvia. Em uma segunda etapa serão produzidos legumes como tomate e berinjela.

HORTALIÇAS SERÃO VENDIDAS

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Com capacidade para produzir 2.680 quilos de hortaliças (ou 44 mil pés de verduras, ervas e temperos por mês), a estufa terá a maior parte da colheita destinada aos restaurantes da fábrica de São Bernardo do Campo, mas uma parcela será reservada para os colaboradores que quiserem comprar os alimentos e levar para casa para preparar nas refeições com a família.

“Os interessados podem fazer uma assinatura mensal pelo site da BeGreen que garante uma cesta de alimentos semanalmente. Além disso, eles poderão aprender a plantar verduras orgânicas, multiplicando assim o conceito da alimentação saudável.”

As ONGs parceiras da Empresa também serão beneficiadas pelo projeto. De acordo com o volume, as verduras podem ser doadas para instituições como a “Hamburgada do Bem” e a Instituição Assistencial Meimei – IAM, que atendem crianças e adolescentes carentes.

MÉTODOS DE CULTIVO

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A combinação das técnicas de aquaponia e aeroponia com o uso de tecnologias como a luz de LED e software de gestão garante a produção em larga escala em um curto espaço de tempo, segundo a Mercedes.

“A aquaponia integra a criação de peixes com a produção de plantas, adotando a água como meio comum. Os peixes ficam em um tanque e são alimentados com ração orgânica, e uma bomba transfere a água do tanque, já rica em nutrientes, até o sistema de hidroponia, em que são cultivadas as hortaliças”, explica a fabricante, em nota.

“A água é então purificada pelas plantas e, por meio da mesma bomba é devolvida ao tanque dos peixes, fechando o ciclo. As vantagens da aquaponia são o baixo consumo de energia elétrica e a economia de 90% de água em relação à agricultura convencional. O método de cultivo também dispensa o uso de fertilizantes e pesticidas químicos.”

Pela primeira vez na América Latina, a aeroponia é implementada dentro de uma fábrica, confirmando o pioneirismo da Mercedes-Benz. O sistema, desenvolvido em parceria o SENAI CIMATEC da Bahia, o Sebrae e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a BeGreen, segue o mesmo princípio da aquaponia, com a diferença de que as raízes das hortaliças ficam suspensas no ar.

Nesse método, a água que provém dos peixes chega às plantas após um processo de nebulização, umedecendo as raízes com uma névoa repleta de nutrientes.

Com a ajuda de um sistema modular para suporte à iluminação LED é possível compensar a falta de luz à noite, por exemplo, além de utilizar a luz apenas em algumas fases do crescimento das plantas e direcionar as ondas para “programar” o cultivo.

SOFTWARE

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Trazendo os conceitos da Indústria 4.0 para a Fazenda Urbana, um software desenvolvido exclusivamente para o projeto faz o monitoramento, a operação e a gestão de todos os processos, segundo a Mercedes.

“A tecnologia permite controlar a temperatura, a luminosidade, a umidade, a condutividade e o PH da água. O sistema é online e possibilita o acompanhamento em tempo real de qualquer dispositivo conectado à internet.”

Uma série de experimentos técnico-científicos foram conduzidos no laboratório de testes montado e equipado no SENAI CIMATEC pela equipe técnica do projeto.

“Os resultados obtidos com a utilização do sistema de iluminação LED proposto foram promissores, chegando a reduzir o ciclo de cultivo da alface em até 40% em relação ao cultivo convencional.”

Ao fim do projeto foi possível definir combinações de iluminação LED ideais para o cultivo de alface e tomate, cuja eficiência foi comprovada em testes laboratoriais.

Além disso, o sistema aeropônico desenvolvido e o nível de maturidade alcançados no projeto fazem dele a primeira iniciativa nacional com potencial real de produção comercial em larga escala em um curto espaço de tempo, conforme informado, em nota, pela Mercedes.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    MBB, para com isso.

    O BarsiLei, precisa é de buzão verde e não de alface.

    Tragam o e-CITARO ou desenvolvam o e-Citaro brasileiro.

    Comprem a Eletra.

    Ahhhhhhhhhhhhhhh e façam um Spinter com qualidade, fiquei horroziado com o que disseram sobre a Spinter aqui no Diário do Transporte; e ontem comprovei que é verdade.

    Vi e fotografei uma Spinter novinha da Line Tour numa plataforma.

    E olha que a Line Tour é uma empresa TOP e eu nunca vi um buzão dela quebrado, pelo visto a Spinter já era.

    Então façam uma Spinter elétrica (e-Spinter) com portas automáticas dos dois lados.

    Já que as fabricas estão deixando a Argentina, melhor aproveitar o embalo.

    Depois não digam que o Paulo Gil, não avisou.

    Att,

    Paulo Gil

    1. Vital disse:

      Estou com vc

      1. Vital disse:

        A MB, deveria e dá emprego e não dá alface.

  2. Carlos A. disse:

    Parabéns à MB. Para ganhar nota dez falta criar um viveiro de árvores para serem plantadas em SBC

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