Aumento do metrô gera violentos protestos em Santiago do Chile
Publicado em: 19 de outubro de 2019
Centenas de manifestantes saltam as catracas do sistema metroviário em ato de desobediência convocado pelas redes sociais. Governo decreta Estado de Emergência
ALEXANDRE PELEGI
A rede de metrô de Santiago está sendo alvo, nesta semana, de intensos protestos dos usuários provocados pelo aumento do preço da tarifa.
O valor foi reajustado com base no aumento do preço do petróleo, no dólar e na modernização do sistema. Com isso, o valor do bilhete do metrô da capital chilena subiu nos horários de pico de 800 pesos para 830 pesos, algo como de R$ 4,63 para R$ 4,80.
Em janeiro passado o governo do presidente Sebastián Piñera já havia decretado um aumento geral de 20 pesos (R$ 0,12) nas tarifas do transporte.
O descontentamento da população foi catalisado em ações coordenadas pelas redes sociais. Como informa o jornal El País, convocados pela ‘hashtag’ #EvasionMasiva, centenas de manifestantes passaram a saltar as catracas do metrô.
Nesta quinta-feira, 17 de outubro de 2019, os protestos foram intensos, com cenas de violência e repressão policial, que provocaram prejuízos avaliados em pelo menos 700.000 dólares. Várias estações do metrô foram incendiadas com coquetéis molotov.

Ontem, 18, as linhas 1, 2 e 6 do metrô fecharam seus acessos para evitar a disseminação dos protestos, o que levou milhares de pessoas a caminharem pelas principais avenidas, provocando longos congestionamentos.
Como reação, o governo do Chile anunciou, por meio do ministro do Interior, Andrés Chadwick, decidiu invocar a Lei de Segurança de Estado, uma forma desesperada de frear os protestos.
URGENTE todas las estaciones de @metrodesantiago se encuentran suspendidas. Línea 1- Linea2
El gobierno está desesperado.
El pueblo despertó!! pic.twitter.com/U1lAI8n5HJ— PIENSAPRENSA 345,2 mil Seguidores (@PiensaPrensa) October 18, 2019
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Mais uma onda de protestos pelo mundo contra aumento de tarifa do TP o que nos leva a questionar o próprio modelo. O binômio salário x tarifa contém justificativas já não aceitas pelo usuário. Quando o estado resolve modernizar ou ampliar não deixa claro pra onde vai a conta! Ou é o modelo de economia pós era industrial que se esgotou???
Enquanto isso os cidadãos brasileiros zzzzzzzzzzzzzzzzz.