JTP, Belarmino e Chedid classificados na disputa pelos transportes de Bragança Paulista
Publicado em: 15 de outubro de 2019
Próxima fase é análise das propostas comerciais. Grupos empresariais se encontraram em outras concorrências
ADAMO BAZANI
A licitação dos transportes de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, reúne três nomes que têm sido comuns em concorrências no Estado.
A prefeitura comunicou nesta terça-feira, 15 de outubro de 2019, a habilitação de três empresas no certame e a disputa promete ser acirrada.
As empresas habilitadas são:
– Carretero – Agência de Viagens, Turismo e Fretamentos, que segundo a Jucesp – Junta Comercial do Estado de São Paulo pertence a Belarmino de Ascenção Marta, a sua outra empresa, Nossa Senhora de Fátima Auto-Ônibus Ltda (atual operadora), Embralixo – Empresa Bragantina de Varrição e Coleta de Lixo e Manuel José Rodrigues.
– Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, que ainda segundo a Jucesp, pertence à Marly Theckla Nassif Abi Chedid e a Mauro Costa Pereira Filho.
– JTP – Transportes, Serviços, Gerenciamento e Recursos Humanos Ltda, de Paulo Henrique Wagner e Tadeu Wagner Júnior, de acordo com registro da Jucesp.
O grupo de Belarmino e a Sancetur travaram uma guerra comercial, nos tribunais e de informações desde que a empresa Citi – Companhia de Transportes de Indaiatuba, cuja razão social é Viação Rápido Sumaré, de Belarmino, foi descredenciada em janeiro de 2018 pela prefeitura de Indaiatuba, que alega que a companhia descumpriu uma série de cláusulas, como operação de ônibus antigos, má conservação da frota, atrasos e quebras constantes.
A empresa que assumiu no lugar foi justamente a Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, em um contrato emergencial. Houve uma licitação para a operação de um contrato regular, cuja vitória foi atribuída pela prefeitura à Sancetur. Mas em 31 de julho de 2019, a juíza Erika Folhadella Costa, da Terceira Vara Cível da cidade atendeu ação da West Side Turismos e Viagens Ltda e suspendeu os efeitos da licitação até esclarecimentos sobre a concorrência. A West Side pertence a Belarmino. No dia 30 de agosto de 2019, o juiz José Maria Câmara Junior, da 8ª Câmara de Direito Público de Indaiatuba, no interior de São Paulo, negou recurso da Sacentur e manteve a suspensão. A empresa de parte da família Chedid continua operando emergencialmente.
Relembre:
Já a JTP se tornou mais conhecida após participar da licitação e assumir os transportes urbanos de Embu das Artes, na Grande São Paulo.
A empresa venceu a concorrência que teve como participante a Expresso Fênix Viação Ltda, que segundo a Jucesp, tem parte da família Chedid como controladora, na figura de Victor Hugo Granziera Abi Chedi, Tereza Regina Granziera Abi Chedi e VHC Comercial e Consultoria Ltda, do grupo.
Relembre:
A JTP também apareceu recentemente no noticiário dos transportes também ao entrar com representação junto ao TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que decidiu barrar a concorrência dos transportes de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde a família Setti e Braga, tradicional na região, quer continuar a operar.
Diante de mais uma decisão do TCE, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, revogou a licitação dos transportes. Foi a segunda vez que isso ocorreu na cidade do ABC.
Relembre:
Sobre Bragança Paulista, está aberto o prazo para recursos. A próxima fase será a análise das propostas comerciais.
Como mostrou o Diário do Transporte, no final de setembro de 2019, o TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo decidiu permitir o andamento da licitação, após a gestão do prefeito Jesus Adib Abi Chedid ter trazido os esclarecimentos pedidos e fez as alterações conforme o determinado pela corte.
A empresa de Belarmino, Nossa Senhora de Fátima, tentou barrar a concorrência apontando supostas irregularidades na licitação.
Relembre:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Essa licitação não sairá tão cedo com essas disputas.
Belarmino com suas empresas de fachada nunca prestou um ótimo serviço não deixa outras operadoras operar
Amigos, boa noite.
Diante desta matéria, quero deixar aqui uma questão para reflexão de todos.
Será que se algum de nós ganhasse na mega sena e comprasse buzão, garagem, equipamentos, contratasse colaboradores, empresa formalmente constituída, licenças ambientais, todos os registro burrocráticos que o BarsiLei exige e tudo mais que for necessário para colocar uma empresa de buzão para funcionar e se participasse de um procedimento licitatório, este novo empresário seria habilitado e contratado?
Fica ai para reflexão…
Att,
Paulo Gil
Paulo Gil.. gostei do seu argumento… posso copiar ?
Usarei nesta postagem, após compartilhar no Facebook…
Isso é uma máfia !!! A máfia do transporte coletivo.
Olá. Estamos em Dezembro de 2020. Bragança Paulista sem transporte coletivo, prefeito que não larga osso Jesus Chedid. Ok?