Cidade do México terá sistema de trólebus em elevado a partir do final de 2020

Publicado em: 14 de outubro de 2019
trolleybus

Prefeitura acredita que sistema vai melhorar o trânsito e a qualidade do ar. Outros modais, como monotrilho, foram descartados. Foto: Divulgação CDMX

Linha terá dois terminais, oito estações e vai atender a uma demanda de 160 mil passageiros por dia com 35 trólebus articulados. Serviço vai interligar estações do metrô

ADAMO BAZANI

A Cidade do México continua apostando no trólebus como alternativa mais barata de transportes limpos, rápidos e confortáveis.

Na última semana, o governo local anunciou que até dezembro de 2020, a capital terá um inédito sistema de trólebus em elevados.

Os investimentos serão de quatro bilhões de pesos mexicanos, equivalentes a US$ 207 milhões ou R$ 1,1 bilhão.

O sistema foi concebido para aliviar os congestionamentos e vai fazer a ligação entre as estações de metrô Constitución de 1917 na Linha 8 e Santa Marta na Linha A.

A administração chegou a cogitar um monotrilho, mas pelo alto custo de implantação e operação diante da capacidade limitada deste modal, preferiu o sistema de trólebus.

Segundo a imprensa local, o trólebus elevado deve transportar entre 130 mil e 160 mil passageiros por dia. Um monotrilho não passaria de 200 mil, porém custando três vezes mais para implantação e quase três vezes mais para operação.

O sistema vai contar com 35 trólebus articulados, dois terminais ligados às estações de metrô e oito estações intermediárias que ficam entre 500 metros e 800 metros distantes umas das outras: UACM, Penitenciaría, Avenida de las Torres, Plaza Ermita, Avenida Jalisco, Santa Cruz Meyehualco, Calle 39 e Genaro Estrada. A linha terá ao todo 8 km.

Segundo a prefeita Claudia Sheinbaum à mídia local, juntamente com o cablebus (espécie de teleférico), os trólebus devem melhorar o trânsito na região que fica na zona Leste da Cidade do México e também vai beneficiar moradores de cidades vizinhas.

Sheinbaum ainda disse que pretende fazer acordos com os motoristas de micro-ônibus com concessões individuais (como se fosse o transporte alternativo no Brasil) para atuarem no sistema, nos moldes que foi feito com o Metrobus, sistema de BRT – Bus Rapid Transit.

A velocidade média comercial dos trólebus será de 35 km/h e na estimativa do governo local, o tempo de viagem entre as duas estações deve cair em torno de 40%.

Veja uma apresentação oficial compartilhada pela prefeita.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    OLÉ!

    É disto que Sampa precisa.

    Ao invés de “matar” o Minhocão, basta continuar e colocar buzão VERDE.

    Mas sem as colunas faraônicas do Expresso Tiradentes.

    Até as colunas da maquete mexicana são normais, basta ver a ilustração acima.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Romario Krug disse:

    São Paulo não tem mais trólebus né? A primeira vez que fui a sampa andei, achei o máximo. Infelizmente as boas práticas no Brasil viram pó.

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