Evento reúne modelos de diversos portes e aplicações. Ônibus da BYD é destaque para o transporte coletivo na feira
ADAMO BAZANI
Colaborou Alexandre Pelegi
O que se vê em um dos pavilhões do Transamerica Expo Center, na Zona Sul de São Paulo, e o que é visto nas ruas das principais cidades brasileiras são duas realidades bem distintas.
Enquanto que nas ruas o cenário ainda é de poluição e muito barulho, no Salão do Veículo Elétrico, que ocorre entre hoje, 1º de outubro de 2019 e quinta-feira, 03, o ar é de modernidade: desde patinetes e bicicletas, passando por carros até chegar aos ônibus, o ar é de modernidade, tecnologia e, acima de tudo, limpo.
Mas quais os obstáculos para o que está no evento não seja cena comum nas ruas?
Preço de aquisição (normalmente os elétricos e os híbridos são mais caros que os modelos à combustão), autonomia das baterias e ausência de pontos de recarga estão entre estes limitadores.
Em rápida conversa da reportagem com expositores, a garantia é de que este quadro está mudando no Brasil, mesmo que aos poucos.
Baterias mais duradouras, veículos mais baratos e mais infraestrutura estão entre os anseios.
A tecnologia está respondendo à altura, mas a grande lacuna tem sido a falta de incentivo governamental, diferente do que ocorre em outros países, onde o poder público já calculou as externalidades e viu que, além de desumana, a poluição nas cidades custa caro.
Uma das apostas é que ainda as grandes frotas, como os ônibus e caminhões, sejam as indutoras da mudança do perfil dos veículos brasileiros, mas o caminho ainda é longo.
Entretanto, a indústria aposta também nos chamados “pequenos”, com carros, motos e bicicletas elétricas.
No evento, o veículo de transporte coletivo de grande porte é o ônibus BYD D9, com carroceria Caio, que opera experimentalmente pela empresa Transwolff, na zona Sul da capital paulista.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Alexandre Pelegi
