Viações negam que 4 empresas de ônibus não operaram integralmente na manhã desta sexta-feira

Publicado em: 6 de setembro de 2019

Foto: Sindmotoristas

Companhias também dizem que não há locaute, diferentemente do que sugeriu prefeito

ALEXANDRE PELEGI

O SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, divulgou nota de esclarecimento para corrigir o que chamou de “informações distorcidas divulgadas pela imprensa” quanto aos fatos que envolveram a paralisação parcial do sistema de transporte coletivo deflagrada nesta sexta-feira, 06 de setembro de 2019.

A nota informa que as empresas que operam o chamado sistema estrutural “fizeram todos os esforços para colocar a frota em operação”, afirmando ainda que praticamente, na maioria delas, as Ordens de Serviço foram cumpridas em mais de 70%.

Quanto ao pagamento da remuneração dos serviços prestados, o SPUrbanuss esclarece na nota que cerca de 60% das empresas, do sistema estrutural, “só tiveram reajuste de suas respectivas remunerações em meados de julho passado”. As restantes 40% não receberam nenhum reajuste até o momento, ao passo que os salários foram majorados em maio deste ano.

Quanto a ter se negado a pagar o PR – Participação nos Resultados aos seus empregados, um dos motivos da paralisação, segundo o Sindmotoristas, o que houve, segundo o sindicato que representa as empresas de ônibus, foi “uma proposta de pagamento parcelado do valor”. Ainda segundo a nota, isso decorreu da mudança de cenário no transporte de passageiros, “com a queda de cerca de 7% na demanda, a redução da frota em operação, determinada pelo poder concedente, e o aumento do transporte por aplicativos”.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, por volta das 07:40 da manhã de hoje, o prefeito Bruno Covas, falando da greve do transporte coletivo, voltou a reafirmar que os empresários devem pagar o que foi combinado com seus funcionários.

Questionado, Covas disse acreditar que possa estar havendo um locaute, situação em que a greve é estimulada pelos empresários: “Claro que há uma suspeita em relação a isso, ainda não confirmada, até porque nós temos 4 empresas que não tem nenhum ônibus circulando.”

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO SPURBANUSS

O SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, com o intuito de esclarecer os clientes do transporte coletivo e corrigir informações distorcidas divulgadas pela imprensa, informa que as empresas associadas, que operam o chamado sistema estrutural, fizeram todos os esforços para colocar a frota em operação, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, dia 06 de setembro. Praticamente, na maioria delas, as Ordens de Serviço foram cumpridas em mais de 70%.

Segue, abaixo, tabela contendo o percentual de frota em operação, no pico da manhã, por garagem e por empresa:

EMPRESAS

FROTA POR FAIXA HORÁRIA

06:00

07:00

08:00

Santa Brígida – Garagem 1

75,3%

88,6%

90,2%

Santa Brígida – Garagem 2

40,2%

76,8%

78,4%

Gato Preto – Garagem 1

61,5%

61,5%

61,5%

Sambaiba – Garagem 1

58,6%

66,0%

67,0%

Sambaiba – Garagem 2

87,5%

91,9%

93,4%

Sambaiba – Garagem 3

62,2%

75,2%

79,1%

Metrópole – Brás

57,8%

56,9%

56,9%

Metrópole – Itaim

44,8%

55,7%

66,1%

Metrópole – AECarvalho

48,5%

47,7%

61,3%

Metrópole – Imperador

73,0%

76,0%

79,8%

Ambiental

78,2%

87,6%

90,6%

Express

83,9%

91,5%

92,8%

Via Sudeste – Garagem 1

57,7%

66,1%

73,1%

Via Sudeste – Garagem 2

100,0%

94,9%

94,9%

Viação Grajáu

70,8%

73,0%

73,0%

MobiBrasil – Garagem 1

42,6%

61,9%

68,5%

MobiBrasil – Garagem 2

50,9%

63,8%

63,8%

Campo Belo – Garagem 1

21,8%

23,3%

22,8%

Campo Belo – Garagem 2

62,3%

63,0%

62,7%

Gatusa

71,6%

88,4%

89,3%

KBPX

65,8%

81,5%

82,9%

Metrópole – Guarapiranga

36,4%

10,1%

3,2%

Metrópole – M’Boi Mirim

89,4%

85,6%

85,6%

Gato Preto – Garagem 2

48,2%

51,8%

55,9%

Gato Preto – Garagem 3

57,3%

62,1%

63,1%

Transppass – Garagem 1

77,6%

77,6%

77,1%

Transppass – Garagem 2

72,0%

90,3%

90,3%

Fonte: SPTrans

Como pode ser observado, nenhuma empresa deixou de operar a totalidade de sua frota. Alguns veículos foram, sim, desviados de sua rota normal e utilizados na manifestação organizada pelo Sindicato dos Motoristas, à revelia das empresas operadoras.

No que se refere ao pagamento da remuneração dos serviços prestados, cabe esclarecer que cerca de 60% das empresas, do sistema estrutural, só tiveram reajuste de suas respectivas remunerações em meados de julho passado. Os restantes 40% das empresas, até o presente momento, não receberam nenhum reajuste, sendo que os salários foram majorados em maio deste ano e outros insumos, ao longo do período.

O SPUrbanuss esclarece, também, que as empresas operadoras não se negaram a pagar o PR – Participação nos Resultados aos seus empregados.  Houve, de fato, uma proposta de pagamento parcelado do valor do PR, dada a mudança de cenário ocorrida no transporte de passageiros, com a queda de cerca de 7% na demanda, a redução da frota em operação, determinada pelo poder concedente, e o aumento do transporte por aplicativos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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