Projeto de Lei do Executivo prevê tarifa de ônibus mais barata fora do horário de pico em Curitiba
Publicado em: 4 de setembro de 2019
CCJ tem parecer favorável a tarifas diferenciadas no transporte coletivo
JESSICA MARQUES
Um Projeto de Lei prevê tarifa de ônibus mais barata fora do horário de pico em Curitiba, no Paraná. Durante a reunião da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), os vereadores acataram o parecer favorável à proposta da Prefeitura.
A análise foi feita nesta terça-feira, 03 de setembro de 2019. A proposta, no entanto, não especifica quais são linhas que terão o novo modelo de cobrança nem quais serão os critérios que serão adotados para a escolha, decisões que, conforme o texto, deverão ocorrer a partir de decreto.
Na justificativa da matéria, o prefeito Rafael Greca argumenta que o projeto irá melhorar a vida urbana.
De acordo com a proposição, o decreto do Executivo “disciplinará os critérios para a obtenção dos diferentes tarifários aplicáveis ao usuário, que poderão considerar as características especiais da linha, o horário ou local de embarque e desembarque, o pagamento pelo serviço mediante o uso de cartão transporte, a quantidade de utilização do serviço de transporte coletivo pelo usuário dentro de uma determinada periodicidade temporal, dentre outros critérios”.
O texto do Executivo recebeu um substitutivo geral protocolado pelo vereador Bruno Pessuti. No substitutivo, ele acrescenta que “a tarifa poderá ser única, variável, exclusiva ou temporal, independentemente do valor da tarifa técnica calculada e será regulamentada através de decreto”.
Além de autorizar a regulamentação por decreto, o projeto também prevê a mudança na forma de contabilização das passagens já adquiridas pelo usuário.
Segundo o artigo 2º, “a tarifa a ser descontada do cartão transporte do usuário dos serviços de transporte coletivo de passageiros será contabilizada em dinheiro e será aquela vigente à época da efetiva utilização dos serviços pelo usuário”.
Ainda de acordo com o documento, os créditos têm “o prazo de vigência de um ano”. Se não forem utilizados, ficam indisponíveis ao usuário e são “incorporados definitivamente ao Fundo de Urbanização de Curitiba”, com exceção da Linha Turismo, que será regulamentada por decreto próprio.
Confira abaixo a proposição, na íntegra:
Jessica Marques para o Diário do Transporte


Excelente ideia para aumento da demanda em transporte público. Que tal pensar no dia da Gratuidade para a busca do emprego e do lazer.Talvez um compensasse o outro.A mobilidade pode também ajudar na busca do emprego e na ativação da economia com o lazer, serviços.
Amigos, boa noite.
É bom este projeto de lei, prever também quem vai pagar.
Que tal com parte dos salários dos políticos?
Nada mais justo; afinal o contribuinte não tem mais poder aquisitivo; portanto não tem poder de pagar devaneios políticos.
Quem quer fazer cortesia que pague.
Simples assim.
Att,
Paulo Gil