Governo Bolsonaro extingue Grupo de Trabalho criado para estudar introdução de tecnologia limpa no transporte público

Publicado em: 21 de agosto de 2019

Ônibus Elétrico BYD Torino Marcopolo no Distrito Federal. Foto: Divulgação Piracicabana

GT foi criado por portaria do Ministério das Cidades em outubro de 2018, e uma de suas funções era a inclusão das novas tecnologias não poluentes nos modelos de negócio para concessão de serviços de transporte público coletivo

ALEXANDRE PELEGI

Cumprindo uma decisão da gestão Jair Bolsonaro, o Ministério do Desenvolvimento Regional extinguiu 8 colegiados criados para estudar e desenvolver projetos no âmbito da pasta.

A medida saiu publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, 21 de agosto de 2019, e a maioria dos organismos extintos pertencia à antiga estrutura do Ministério das Cidades, dissolvido pelo atual governo.

Em julho deste ano, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretendia extinguir a maioria dos conselhos ligados à administração do governo federal. “Nós queremos enxugar os conselhos, extinguir a grande maioria deles para que o governo possa funcionar. Não podemos ficar reféns de conselhos, muitos deles formados por pessoas indicadas por outros governos”, afirmou o presidente.

Um Decreto publicado em abril deste ano, de número 9.759, já havia definido diretrizes, regras e limitações para os colegiados da administração pública federal.

Dentre os Colegiados extintos pela Portaria do Ministério do Desenvolvimento Regional, estão dois criados pelo Ministério das Cidades em 2018, na gestão de Alexandre Baldy.

Um deles é o Grupo de Trabalho (GT) criado através de Portaria 616, de 9 de outubro de 2019, cuja função era estudar, analisar, debater e propor, ações voltadas à introdução de tecnologia limpa no transporte público em municípios brasileiros.

Uma das funções do GT era propor medidas para cumprir as metas assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris para redução de emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE. Pelo Acordo, cabe aos países “promover medidas de eficiência, melhorias na infraestrutura de transportes e no transporte público em áreas urbanas“.

A Portaria que criou o GT citava a eletromobilidade como “uma tendência no mundo, principalmente no transporte público coletivo, com a redução de ruído, poluentes locais e emissões de gases de efeito estufa, melhorando a saúde, bem estar da sociedade e qualidade na prestação de serviço de transporte”.

Segundo a Portaria, dentre as funções do Grupo de Trabalho estava analisar e propor “medidas de eficiência e melhorias na infraestrutura de transportes públicos em áreas urbanas; a utilização de novas tecnologias limpas e ampliar medidas de eficiência energética e de infraestrutura de baixo carbono; a inclusão das novas tecnologias limpas nos modelos de negócio para concessão de serviços de transporte público coletivo; e políticas de financiamento para aquisição de veículos limpos e implantação de infraestrutura de transporte público coletivo correspondentes”.

Já o projeto “Mobilidade ao Redor”, idealizado pela equipe da Semob, era mais simples e limitado. Este buscava trabalhar o entorno do ministério diante das diretrizes definidas pela Política Nacional de Mobilidade Urbana.

portaria_extingue

Leia abaixo a Portaria do Ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que criou o GT em outubro de 2018:

Portaria_GT_tecnologia limpa.jpg

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Não e querendo defender a decisão, mas acho que isso cabe a governadores e prefeitos terem leis que obrigam as empresas a terem mais ônibus menos poluentes, cabe ao governo federal incentivar o setor no país todo mesmo que seja diminuir impostos, isso que ta faltando, estamos na era jurássica ainda piada.

  2. Samuel Joselito disse:

    Será que nesse ano sai alguma boa noticias de (DES)Governo ?

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Parabéns!

    Mais um grupo de trabalho pra que?

    Estudar o que?

    Buzão verde, além de existir desde a década de 70 com a CMTC, hoje o buzão verde já é realidade em vários países do mundo.

    Sem contar que o Barsil é um grande produtor de etanol e tem a fábrica da BYD em Campinas..

    E não precisa ir muiiiiiito longe, basta ir até o Chile e ver.

    Estudar o que.

    O Barsil tem é de trabalhar e fazer o que tem de ser feito.

    Chegar de enrolação.

    Trabalhem, só isso basta; mas basta mesmo.

    Ao invés de Grupo de trabalho criem uma única coisa:

    A FAZEDORIA; façam.

    Att,

    Paulo Gil

    1. Rodrigo Zika! disse:

      Concordo plenamente Paulo, chega de criarem cargos públicos pra boquinhas, se o Brasil fosse serio ia lá e comprava, falta e vontade política, seja de prefeitos e governadores, ficam sempre ganhando por fora dos lobbys feitos por empresas de ônibus e o diesel, vergonha.

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