DIA DOS PAIS: Transportes por gerações

Pais e Filhos na Leblon Transporte, no Paraná (Foto: Divulgação Grupo Leblon) - Clique para Ampliar).

Empresas reúnem histórias de filhos que quiseram seguir a carreira dos pais e agora trabalham juntos. Só numa viação do Paraná, são 46 profissionais assim. Em São Paulo, empresa adesivou dois ônibus com fotos dos funcionários e seus filhos

ADAMO BAZANI

O pai é a primeira e maior referência para os filhos. O pai é o herói, o orgulho pelo trabalho, a imagem de carinho, de segurança, de disciplina e de respeito.

A força da referência é tão grande que, muitas vezes, os filhos acabam seguindo o exemplo e fazem carreira no mesmo setor em que os pais atuam.

E essa realidade é muito comum no segmento de transportes.

Muitos meninos e meninas que acompanhavam seus pais no trabalho dentro das garagens ou na condução e cobrança de passagens nos ônibus se tornaram também profissionais de transportes.

Alguns deles, inclusive, trabalham juntos, atuando na mesma empresa e até nos mesmos cargos.

Somente no Grupo Leblon Transporte de Passageiros, que atua em Curitiba e parte da região metropolitana, são 46 profissionais, entre pais e filhos, trabalhando em diversas funções.

“As origens de nossa empresa são familiares e o conceito de família é muito valorizado em nossas práticas. É na família que se desenvolve o amor, o respeito, a educação. Para nós, é uma alegria imensa ver filhos seguindo os passos dos seus pais na Leblon. É sinal que estamos no caminho certo” – disse o diretor do Grupo Leblon, Haroldo Isaak, em nota.

“O Grupo Leblon é a prova de que é possível uma empresa ser familiar e moderna ao mesmo tempo. Todo processo de seleção para a contratação dos trabalhadores, assim como as responsabilidades e exigências, são as mesmas para todos indistintamente.” – complementou o empresário.

Na capital paulista, o SPUrbanuss, que é o sindicato que reúne as empresas de ônibus, levantou histórias de alguns profissionais que seguiram o caminho dos pais.

É o caso do cobrador da Viação Santa Brígida, Rafael Cruz, de 25 anos, filho do motorista Roberto Pereira, 47 anos.

Rafael falou da satisfação de atuar no mesmo grupo empresarial que o pai, e que um dos momentos mais marcantes foi quando trabalharam no mesmo ônibus.

“Eu me espelho muito nele, sigo os seus passos e quero ser igual a ele no futuro. Ai ele me diz que eu tenho que ser maior que ele, mas se eu conseguir ser pelo menos a metade do que ele é eu já vou estar realizado”, afirma Rafael.

Na empresa Sambaíba Transportes Urbanos, também da capital paulista, Thalys dos Santos, de 26 anos, trabalha com o pai Marileudo dos Santos, de 48 anos, que é motorista há 18 anos.

Ambos atuam em horários diferentes, mas a união familiar é grande, inclusive em conquistas como o Prêmio Motorista-Padrão, recebido por Marileudo da SPTrans- São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema da capital paulista, por ter sido um dos melhores condutores em 2018.

“Fizeram uma reportagem comigo, minha mãe e meus irmãos, para a gente homenagear meu pai. Ai a gente falava o que achava dele como profissional e como pai.”- conta

ÔNIBUS E HOMENAGENS:

Para homenagear os pais, a empresa Sambaíba, da zona norte da capital paulista, colocou em circulação dois ônibus adesivados nas linhas 106A-10 Metrô Santana – Itaim Bibi e 175P-10 Metrô Santana – Metrô Ana Rosa.

O grafismo trouxe uma arte como se fosse de película de filme de cinema destacando que os pais são nossos heróis.

Nas “cenas” da película, foram colocadas fotos com as imagens dos funcionários e familiares.

DNA DE SUCESSÃO:

A tradição passada de pais e mães para filhos e filhas faz parte do DNA da maior parte das empresas de transportes de passageiros cuja sucessão familiar é uma das características do setor.

Algumas destas sucessões nem sempre acabam tendo êxito, já que existem herdeiros que parecem não se interessar pelos negócios iniciados por pais, avós e até bisavós, mas grande parte das continuidades familiares acaba prosperando desde que acompanhada com a implantação de conceitos mais modernos de gestão, dentre os quais, com foco na comunicação com a imprensa e sociedade em geral, algo não muito corriqueiro entre muitos “patriarcas dos transportes”, mas que agora é uma condição essencial para os negócios continuarem em frente

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

1 comentário em DIA DOS PAIS: Transportes por gerações

  1. Amigos, boa noite.

    Parabéns ao Diário do Transporte, muito legal a matéria.

    FELIZ DIA DE TODOS OS TIPOS DE PAIS; DE SANGUE, DE CORAÇÃO OU POR OUTRO MOTIVO QUALQUER.

    E não esquecendo do dito popular:

    Um pai cuida de 10 filhos e 9 filhos não cuida de 1 pai.

    Att,

    Paulo Gil

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