Governo do Distrito Federal extingue DFTrans, gerenciadora dos transportes
Publicado em: 22 de julho de 2019
Bilhetagem eletrônica passa a ser de responsabilidade do Banco de Brasília. Fraudes no Bilhete Único e problemas técnicos com os saldos e sistema de recargas motivaram a extinção
ADAMO BAZANI
O Governo do Distrito Federal extinguiu a gerenciadora de transportes DFTrans.
Toda a gestão do sistema de ônibus e demais serviços de mobilidade passa diretamente para o Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal – Semob.
Já a gestão da Bilhetagem Eletrônica será de responsabilidade do Banco de Brasília S.A. – BRB.
“A confecção e manutenção de cadastros, a geração, distribuição e comercialização dos cartões e dos créditos de viagem do Sistema de Bilhetagem Automática – SBA, o processamento dos dados e informações inerentes a esse sistema, bem como o repasse dos valores devidos de forma individualizada aos delegatários do serviço de transporte público coletivo, excluída a parcela relativa a eventual subsídio, são realizados pelo Banco de Brasília S.A. – BRB e empresas do conglomerado, como organismo de fomento regional, nos termos do art. 144, § 1º, da Lei Orgânica do Distrito Federal. Parágrafo único. O repasse dos valores devidos a título de subsídio de forma individualizada aos delegatários do serviço de transporte público coletivo é executado pela entidade gestora.”
É o que diz o decreto da lei 6.334, de 19 de julho de 2019, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta segunda-feira, 22.
O projeto de lei foi de autoria da própria gestão do governador do DF, Ibaneis Rocha, sendo aprovado pela Câmara Legislativa em 18 de julho.
Recentemente a DFTrans esteve envolvida em diversas denúncias sobre problemas na prestação de serviços, em especial de bilhetagem eletrônica, e até em fraudes milionárias.
Em 08 de abril, Ibaneis já havia anunciado a possibilidade de extinção da DFTrans, quando um problema no sistema de bilhetagem impediu que os passageiros carregassem créditos no bilhete e utilizassem o saldo do Vale-Transporte, segundo o site Metrópoles.
Denúncias de fraude no sistema de Bilhete Único também motivaram o fim da DFTrans. A estimativa é que o rombo seja de R$ 1 bilhão.
O Diário do Transporte mostrou que em junho, em apenas um inquérito, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) apurou desvio de R$ 58,9 milhões do sistema de bilhetagem eletrônica da DFTrans.
O órgão recomendou que em 10 dias dados dos créditos do sistema tivessem sido atualizados.
Relembre:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Ótima ideia.
Que este exemplo seja seguido por outros municípios.
Bancos têm mais afinidade com contabilidade (créditos e débitos).
Att,
Paulo Gil