Resolução sobre o piso mínimo publicada na quinta-feira, 18 de julho, desagradou líderes da categoria. Caminhoneiros se manifestam hoje em algumas estradas do país
ALEXANDRE PELEGI
Após intensas manifestações de caminhoneiros em grupos de Whatsapp, contrários à nova tabela de piso para contratação de frete anunciada na quinta-feira, 18 de julho de 2019, o Ministério da Infraestrutura confirmou que solicitou a suspensão da medida em caráter cautelar. Relembre: ANTT aprova nova resolução sobre piso mínimo do frete
Nesta quarta-feira, 24, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, se reunirá com os caminhoneiros, prometendo que até lá a tabela será revogada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Apesar da manifestação do ministro, que chegou a conversar com algumas lideranças durante este fim de semana, há protestos parciais em algumas regiões do país.
Ao divulgar a nova tabela na semana passada, a ANTT divulgou nota em que afirmava que a elaboração da nova resolução contou com a participação de transportadores autônomos, empresas e cooperativas de transporte, contratantes de frete, embarcadores e diversos outros agentes da sociedade.
“Durante a Audiência Pública nº 2/2019, foram recebidas aproximadamente 350 manifestações, que englobaram cerca de 500 contribuições específicas e que foram analisadas individualmente pela ANTT. Parte significativa dessas contribuições foram acatadas e serviram de subsídio para aprimoramento da proposta submetida à Audiência Pública”, informou a ANTT, em nota.
Em um áudio divulgado por líderes dos caminhoneiros, o ministro Tarcísio Freitas se compromete a suspender a nova tabela e a reabrir o diálogo.
“A ideia é fazer uma revogação aí, para que a gente possa voltar a conversar num ambiente de tranquilidade para construir uma solução”, diz o ministro em um dos áudios divulgados.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
