Prometido para a Copa do Mundo de 2014, empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, e se encontra atualmente paralisado
ALEXANDRE PELEGI
Uma Portaria do Secretário Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob), Jean Pejo, órgão vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Regional, criou um Grupo de Trabalho (GT) para estudar e analisar alternativas de solução à reestruturação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá e Várzea Grande.
A Portaria nº 1674 foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 12 de julho de 2019.
O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, e se encontra atualmente paralisado.
O GT será composto por representantes da Semob, do Governo do Estado do Mato Grosso e da Caixa Econômica Federal.
O Grupo poderá ser ampliado, convidando representantes de outros órgãos da administração pública federal, estadual ou municipal, de entidades privadas, de organizações da sociedade civil, de organismos internacionais, entre outros, com o propósito de contribuir para a execução dos seus trabalhos.
As atividades deverão se estender pelo período de 120 dias, a partir de sua instalação, sendo possível a prorrogação mediante justificativa.
Em declaração à imprensa regional, Mauro Mendes, governador do MT afirmou que o objetivo é, em um curto espaço de tempo, encontrar uma solução para a questão do VLT. Em abril, como noticiou o Diário do Transporte, Mauro Mendes afirmou que o Estado avaliava a possibilidade de substituir a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos por outro modal. O objetivo seria encontrar uma solução mais barata e eficiente.
Relembre: Governador do Mato Grosso diz que estuda substituir VLT de Cuiabá por outro modal
As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Record, no dia 15 de abril de 2019. Na ocasião, o governador afirmou ainda que iria cumprir a promessa de campanha eleitoral de apresentar uma solução dentro de um ano.
“Estudos preliminares que vi mostram que, para manter a tarifa atual hoje de ônibus, além de o cidadão pagar R$ 3,85, o Estado teria que desembolsar em torno de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões ao ano como subsídio para esse transporte coletivo”, afirmou também
O início das obras do VLT remonta a 2012, quando o consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande começou a implantação do modal com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão. O VLT estava prometido para 13 de março de 2014, vinculado aos projetos de mobilidade previstos para a Copa do Mundo de 2014. Cuiabá foi uma das sedes do mundial.
O VLT foi projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. O primeiro trecho ligaria o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
