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Auditoria do TCM mostra que sistema de Bilhete Único de São Paulo utiliza tecnologia ultrapassada e insegura

Contratada da prefeitura diz que reconhecimento facial nos ônibus foi avanço. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) - Clique para Ampliar

Software da SPTrans é de 2004. Tribunal recomenda troca de todos os cartões. Passageiros com modalidade do Bilhete Único Comum de tecnologia antiga, vão ter de fazer a troca até dia 30 de setembro se quiserem ter saldo superior a R$ 43

ADAMO BAZANI

Auditoria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo mostrou que o sistema de Bilhete Único da cidade tem tecnologia ultrapassada e insegura, o que possibilita fraudes.

Os auditores do TCM recomendaram que todos os cartões antigos sejam trocados e que o sistema seja atualizado.

A informação foi veiculada pelo repórter Filipo Mancuso, da TV Globo, na noite desta quinta-feira, 11 de julho de 2019, no projeto Anda SP.

Segundo a auditoria, o software do Bilhete Único é de 2004, desde sua criação, e é vulnerável a várias fraudes.

Nos últimos cinco anos, a prefeitura, ainda segundo a reportagem, já gastou R$ 100 milhões para atualização do sistema, o que ainda não foi finalizado.

Existem duas linhas de defesa às fraudes: o próprio cartão e o programa, que contém chaves privadas, que, apesar de ter acesso restrito a poucos servidores, ainda assim é suscetível.

A auditoria mostrou que 60% dos cartões em circulação são de tecnologia já ultrapassada, mas os 40% restantes também têm vulnerabilidade.

À reportagem, o secretário de mobilidade e transportes da cidade de São Paulo, Edson Caran, disse que iria cobrar uma posição do consórcio responsável pela implantação da modernização do sistema.

A PC Service, responsável pelos trabalhos, disse que houve mudanças de prazos do contrato, que se tornou mais abrangente, sendo necessário adequar os cronogramas, e que houve avanços, como a implantação em 2017 do sistema de reconhecimento facial que detectou mais de 300 mil fraudes.

Como mostrou o Diário do Transporte, a SPTrans informou que, desde 1º de fevereiro de 2019, foram emitidos 540 mil novos cartões do Bilhete Único prata.

A partir de 01º de outubro, os cartões de tecnologia antiga só vão armazenar saldo equivalente a dez tarifas, ou R$ 43,00.

Quem tem esses cartões antigos do tipo Bilhete Único Comum e precisa abrigar saldo superior a R$ 43 vai precisar fazer a troca até dia 30 de setembro.

Quem possui mais de R$ 43 no cartão antigo e não fizer a troca vai perder os créditos.

TROCA DO BILHETE ÚNICO – VEJA AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES

 

Data-Limite para a troca: 30 de setembro de 2019.

 

Quais cartões que precisam ser trocados? Os cartões do BILHETE ÚNICO COMUM emitidos antes de 2014 e os que não são personalizados. Na parte de trás do bilhete, há a especificação dos modelos do cartão. Entre os que devem ser trocados estão os modelos de cartões Classic 1K, códigos 52 e 59; II – Cartão Plus 4K, código 110.

 

O que acontece se não houver a troca dentro do prazo? O passageiro perde o saldo a partir de dez passagens (R$ 43,00).

 

Como deve ser a troca?

 

A transferência de saldo do bilhete antigo para o bilhete novo não é na hora e não é só chegar ao posto.

– Primeiro, o passageiro que tem Bilhete Único Comum emitido antes de 2014 ou Anônimo deve entrar no site da SPTrans e se cadastrar enviando uma foto. Tem de ser foto estilo de documento, não pode ser, por exemplo, selfies, em cenários, de lado, corpo inteiro ou com outras pessoas junto. É necessário preencher uma série de dados.

 

– O link para cadastro da foto e dos dados é:

http://sptrans.com.br

 

– Confirmado o cadastro, o passageiro deve ir ao posto da SPTrans com o cartão antigo e documento oficial com foto, como RG ou CNH – Carteira Nacional de Habilitação.

 

– O saldo do Bilhete antigo só vai estar disponível no novo depois de 72 horas, quando o passageiro deve voltar ao posto e validar.

 

Quem precisa trocar o Bilhete Único?

 

Somente quem possui no mesmo cartão as seguintes situações:

– utiliza somente crédito Comum;

– não tem créditos vale-transporte;

– o cartão foi emitido antes de 2014 ou é anônimo; e

– não utilizará o excedente de crédito comum acima de R$ 43 até 30.09.2019.

A SPTrans calcula que em torno de 50 mil cartões com códigos 52, 59 e 110 precisam ser trocados.

POSTOS DA SPTRANS COM ATENDIMENTO 24 HORAS:

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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