Greve de motoristas de Vespasiano, na Grande BH, segue por tempo indeterminado

Publicado em: 8 de julho de 2019

Foto: Daniel Oliveira

Protesto teve início na manhã desta segunda-feira e afetou linhas urbanas e o Move metropolitano

ALEXANDRE PELEGI

Motoristas da empresa Saritur – Santa Rita Transporte Urbano e Rodoviário, empresa de ônibus que atende à cidade de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, entraram em greve por tempo indeterminado.

Na manhã desta segunda-feira, 8 de julho de 2019, eles não deixaram as garagens com os ônibus. A estação Morro Alto foi fechada. O protesto mobilizou cerca de cem empregados da viação.

A Saritur opera todas as linhas em Vespasiano, possui sete veículos do Move metropolitano além de outras 23 linhas alimentadoras.

A paralisação ocorreu em protesto pelo corte no ticket de alimentação durante as férias, pela regularização do pagamento do FGTS e pela volta dos cobradores.

Todas as linhas que circulam em Vespasiano e as do sistema Move Metropolitano, que fazem a ligação com a capital mineira, foram afetadas. Poucos ônibus conseguiram deixar a garagem da empresa.

No final da manhã a paralisação afetava cerca de 95% do transporte em Vespasiano, segundo informações dos rodoviários.

O protesto não tem representação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de BH e região metropolitana (STTRBH), repelido pelos grevistas sob a alegação de que a entidade não representa mais a categoria.

Os motoristas seguem paralisados, e decidiram permanecer na garagem da Saritur em Vespasiano para aumentar a adesão à greve.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) encaminhou nota à imprensa criticando o protesto e reiterando a ilegalidade da paralisação. O Sintram  alega que as empresas não foram previamente comunicadas, conforme dispõe a lei 7.783/1989.

Nota do Sintram, na íntegra:

Diante das paralisações verificadas na manhã de hoje (08/07/2019), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Belo Horizonte vem esclarecer que as manifestações são baseadas em inverdades que circulam pelo whatsapp. A paralisação é absolutamente ilegal, já que as empresas não foram previamente comunicadas conforme dispõe a lei 7.783/1989 e, ainda que os trabalhadores já tenham sido alertados acerca da inveracidade das reinvindicações, eles mantêm o movimento. Infelizmente, os colaboradores se recusam a garantir o mínimo da operação exigido por lei, o que tem prejudicado os usuários. Essa paralisação ilegal não foi orquestrada pelo sindicato representante da categoria, mas sim por iniciativa de opositores e, por isso, o SINTRAM e as empresas operadoras dos serviços não se envolverão em disputas de poder e lideranças sindicais e não negociarão com grupos sem representatividade legal. O SINTRAM reforça que as empresas estão envidando todos os esforços no sentido de retomar o mais brevemente a normalidade da operação e os serviços sejam rapidamente regularizados.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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