Viação Grande Vitória é vendida e novo diretor da empresa garante que usuários não vão sentir mudanças
Publicado em: 5 de julho de 2019
Nome será mantido, assim como as cores dos ônibus municipais e do Transcol
JESSICA MARQUES
A Viação Grande Vitória foi vendida e está sob nova gestão desde 1º de julho de 2019, última segunda-feira. Ao Diário do Transporte, o novo diretor executivo, Ulisses Pincelle, garantiu que os usuários não vão sentir o impacto da mudança.
O nome da empresa será mantido, assim como as cores dos ônibus e identificações aos passageiros. A Viação Grande Vitória atua no transporte municipal da capital do Espírito Santo e opera também no Sistema Transcol.
“Na prática, em um primeiro momento, não muda nada. Era uma empresa que já tinha uma operação muito bem controlada. Agora, a gente vai se aproximar mais do Consórcio Sudoeste, ao qual a empresa faz parte. Internamente, vamos colocar uma melhor gestão, para que a gente continue transportando vidas e sonhos com segurança e pontualidade”, afirmou o diretor.
A empresa Granvitur Fretamento e Turismo, que integra o grupo, também foi vendida. A compra foi feita por Simone Chieppe Moura, que não revelou o investimento, mas afirmou que a compra foi de todos os ativos, sendo a transação mais significativa da década no Espírito Santo.
Simone foi dona da empresa Metropolitana, que atuou no Sistema Transcol até 2015, quando teve os ativos vendidos. A família da investidora é dona da Viação Águia Branca.
PERSPECTIVAS PARA OS PRÓXIMOS MESES
O diretor executivo, Ulisses Pincelle, afirmou ainda ao Diário do Transporte que os investimentos e mudanças que já estavam em andamento vão continuar, assim como a chegada de novos ônibus.
“Temos duas operações, uma que é do Transcol e participamos do transporte municipal de Vitória. Deve ter uma integração entre as duas. Até setembro virão 07 novos ônibus com ar-condicionado. O projeto foi feito por meio do governador e do GVBus. Também terá o sistema de Bilhete Único. Tem muita coisa boa para acontecer nos próximos meses”, afirmou.
Sobre novos investimentos, o diretor afirmou que ainda não há uma definição, mas já estão sendo feitas conversas para avaliação interna do que pode ser melhorado.
A empresa possui uma frota de cerca de 200 ônibus e atua com uma média de mil funcionários. O faturamento, em 2018, chegou próximo a R$ 70 milhões.
“Esse é um segmento que sofreu muito nos anos de recessão. Houve uma queda significativa de pessoas transportadas. Isso impactou nos custos operacionais, em especial no serviço municipal de Vitória”, disse o diretor executivo.
Anteriormente, a empresa era controlada por 23 sócios, que atuam no segmento de transportes em Linhares e Colatina, no Espírito Santo.
Jessica Marques para o Diário do Transporte


