Após três anos de operação, concessionária do VLT do Rio de Janeiro pede suspensão do contrato
Publicado em: 4 de julho de 2019
Segundo a empresa, solicitação é fruto de dívida de mais de R$ 150 milhões e descumprimento de contrato por parte da Prefeitura
JESSICA MARQUES
Após três anos de operação, a concessionária do VLT do Rio de Janeiro pediu suspensão do contrato nesta quarta-feira, 03 de julho de 2019. O VLT Carioca entrou na Justiça com o pedido de rescisão do contrato de concessão.
Segundo a empresa, a solicitação é fruto de uma dívida de mais de R$ 150 milhões e do descumprimento do contrato por parte da Prefeitura. O VLT Carioca informou que a inadimplência dura mais de um ano.
Confira a nota da concessionária, na íntegra:
“O VLT Carioca informa que nesta quarta-feira, 03 de julho, entrou na Justiça com o pedido de rescisão do contrato de concessão. A solicitação é fruto da inadimplência e do descumprimento do contrato por parte da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, que já dura mais de um ano.
A Concessionária reforça que desde dezembro de 2018 tenta negociar com a Prefeitura pendências financeiras que impediam a circulação da linha 3, último trecho do sistema, que liga a Central do Brasil ao Santos Dumont. Sem chegar a um acerto, o VLT negociou com seus fornecedores e solicitou autorização para operar o trecho em 9 de maio. O pedido segue sem resposta, deixando passageiros e comerciantes da região desatendidos.
O VLT já se colocou à disposição para revisar a demanda contratual em diversas oportunidades. A proposta foi, inclusive, oficializada em carta, também sem retorno.
Em todas as tentativas de acordo, a concessionária buscava uma solução para o acerto da dívida relacionada ao investimento feito para a implantação das linhas, que não tem relação com o número de passageiros transportados. O contrato prevê que o investimento realizado para a construção do sistema seja retornado ao longo do tempo como uma espécie de financiamento de longo prazo. Com o pagamento interrompido desde maio de 2018 essa dívida hoje ultrapassa os R$ 150 milhões.
Ainda assim, o VLT manteve a prestação do serviço sem reduzir as operações, o que tem sido possível apenas com aportes extras realizados pelos acionistas. É assim que o sistema segue transportando seus mais de 80 mil passageiros diários, que poderiam chegar, por exemplo, a 150 mil, com a entrada da linha 3 e a reorganização de linhas de ônibus no Centro.
A Concessionária lamenta que um investimento deste porte realizado na mobilidade urbana da cidade, vital para o desenvolvimento da região portuária e que conecta todos os modais da região central de forma sustentável, não seja valorizado.”
A Prefeitura do Rio de Janeiro informou ao Diário do Transporte que não foi notificada e não vai se pronunciar.
Jessica Marques para o Diário do Transporte



Triste Rio……
É uma pena que um investimento deste porte esteja ameaçado por um descaso de uma política irresponsavel de mal gestão
Esse brinquedinho criado pelo almofadinha, Eduardo Paes, só tem dado prejuízo! Só anda vazio!
O único legado olímpico que efetivamente beneficiou a população carioca.
Fora Crivella!
Amigos, boa noite.
Ué P”P”P não é a nona maravilha do mundo?
Só esqueceram que o “P” é público; portanto …
Att,
Paulo Gil