Justiça nega pedido de suspensão da licitação dos ônibus de Catanduva e prefeitura aguarda recurso da Malitur
Publicado em: 21 de junho de 2019
Tabapuã quis que concorrência começasse do zero de novo
ADAMO BAZANI
A juíza Ligia Donati Cajon ,da 3ª Vara Cível de Catanduva, no interior paulista negou pedido de liminar feito pelo Empresa de Ônibus Tabapuã, que tenta suspender a licitação dos transportes da cidade.
A companhia de ônibus alega que alguns itens econômicos do edital de 2018 prejudicam a concorrência e podem deixar os valores das tarifas mais altas. A exigência de maior outorga como principal critério de escolha da empresa de ônibus também foi contestada pela Tabapuã.
A abertura dos envelopes ocorreu no dia 13 de junho e, segundo a magistrada, a Tabapuã entrou com ação contra a concorrência apenas dois dias antes. Além disso, a juíza constatou que a prefeitura respondeu os questionamentos da empresa.
“Efetivamente, de pronto, não se verifica direito líquido e certo, a ser amparado, desde já por liminar a ser aqui deferida. Isso porque, a impetrante simplesmente parece não ter aceitado a resposta apresentada pelo impetrado. Mas resposta houve, em 06 de junho de 2019. A impetração se deu apenas em 11 de junho, às vésperas do recebimento dos envelopes, que se deu em 13 de junho.” – diz trecho da decisão.
Ainda há possibilidade de recurso.

De acordo com o jornal local “O Regional”, a Malitur Turismo, única empresa que participou da licitação, teve todos os documentos aprovados, mas não apresentou ainda a comprovação de alcançar os índices de liquidez geral e corrente exigidos. Ainda há tempo para isso, já que está em andamento o período recursal.
Se a Malitur foi inabilitada, a prefeitura deve fazer um novo contrato emergencial até concluir uma nova licitação para contrato de dez anos.
A outorga mínima exigida nesta licitação é de R$ 300 mil, com tarifa fixada em R$ 3,90.
A empresa deve ter 18 ônibus com acessibilidade, wi-fi, GPS e câmeras. A idade máxima da frota é de dez anos.
A situação dos transportes de Catanduva sofre indefinições desde o ano passado. Houve troca de empresas, suspensão dos serviços, rompimentos de contratos emergenciais, como com a empresa Tambaú, e até aluguel de ônibus pela prefeitura para prestar os serviços.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Acredito que não terá recurso pois já foi lançado no diário oficial do município uma licitação para transporte emergencial novamente e será feita a abertura dos envelopes na semana que vem no dia 03/07