Metrô prorroga prazo para apresentação de propostas de aplicativos para pesquisa Origem e Destino

Levantamento ocorre há mais de 50 anos e companhia quer novas metodologias

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo ampliou o prazo para recebimento de propostas no procedimento de manifestação de interesse para obter novas tecnologias, metodologia e para o desenvolvimento de um aplicativo que possa ser utilizado na pesquisa Origem e Destino da companhia, que é realizada há 52 anos.

A data-limite para a apresentação das manifestações que era nesta terça-feira, 18 de junho, foi transferida para a próxima segunda-feira, 24.

O procedimento é destinado para a contratação de consultores especializados em tecnologia, levantamento e classificação de dados.

Com as novas propostas, a companhia quer deixar a pesquisa mais precisa e de fácil realização.

 

A pesquisa Origem e Destino do Metrô completa em 2019, 52 anos, e é considerada um dos levantamentos mais confiáveis e completos dos deslocamentos na Grande São Paulo.

A primeira edição foi realizada em 1967 pelo consórcio HMD – formado por duas empresas alemãs (Hochtief e Deconsult) e a brasileira Montreal Empreendimentos S. A., contrato pela prefeitura de São Paulo.

Os estudos basearam a criação pela prefeitura do Grupo Executivo do Metropolitano de São Paulo – GEM para coordenar a implantação do metrô na capital paulista.

Ou seja, na prática, a pesquisa Origem e Destino é mais antiga que o próprio Metrô que, em seu início, era de responsabilidade da prefeitura e não do Estado de São Paulo, como é hoje.

A pesquisa é divulgada a cada dez anos e reflete os perfis de deslocamentos por diversas formas, como a pé, bicicleta, motos, carros, táxis, trens do Metrô, trens da CPTM, ônibus urbanos municipais, ônibus metropolitanos gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos e ônibus e vans de fretamento.

O último resultado foi divulgado em dezembro de 2018 e mostrou que os deslocamentos a pé, de carro e de ônibus são os principais na Grande São Paulo.

Apesar de o transporte coletivo representar a maior parte das viagens motorizadas, houve uma queda de participação entre 2007 e 2017.

Foram pesquisados 32 mil domicílios.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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