Frente de Prefeitos conclama senadores a votarem contra Decreto que libera armamento dos agentes de trânsito

Publicado em: 17 de junho de 2019

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

PDL 233/2019, que flexibiliza o porte de armas, consta como item de pauta nº 1 do plenário do Senado nesta terça-feira, 18

ALEXANDRE PELEGI

A Frente Nacional de Prefeitos enviou ofício a todos os senadores nesta segunda-feira, 17 de junho de 2019, para que se posicionem contrariamente ao Projeto de Decreto Lei (PDL) 233/2019, que flexibiliza o porte de armas.

O ofício encaminha a nota oficial da entidade manifestando-se especificamente contra o porte de armas por agentes de trânsito, publicada em 24 de maio de 2019, conforme divulgou o Diário do Transporte. Relembre: Frente Nacional de Prefeitos se posiciona contra porte de armas para agentes de trânsito concedido pelo decreto de Bolsonaro

No ofício enviado hoje, assinado pelo presidente da entidade, o Prefeito de Campinas/SP Jonas Donizette, a Frente lembra que em 2017 já havia feito intensa mobilização pelo mesmo tema, o que levou o então presidente Michel Temer a vetar um Projeto de Lei aprovado no Congresso, que permitia o porte de arma de fogo em serviço por agentes da autoridade de trânsito de todas as instâncias do país. Relembre: Câmara mantém veto presidencial e derruba de vez o porte de arma para agente de trânsito

A FNP argumenta que o trânsito “naturalmente é um ambiente em que pode haver conflitos e armar, quem zela exclusivamente circulação, estacionamento e parada de veículos, inevitavelmente, aumentará ainda mais a violência”.

Além do aspecto da segurança, preocupa os prefeitos também a questão econômica: “Importante destacar também que a concessão de porte de arma aos agentes de trânsito implicará em novos encargos para os já combalidos cofres municipais”, afirma o ofício circular.

Leia os documentos na íntegra>

oficio_circular_FNP

FNP_nota

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Edson Profeta Ramos de Araujo disse:

    Alguém com um olhar mais atento vai perceber claramente que a idade média dos agentes de trânsito no Brasil afora está acima dos 50 anos. Armar uma categoria de profissionais sem o devido preparo físico e sem a mesma agilidade do público mais jovem é uma temeridade.

  2. Rogerio Belda disse:

    Lembrei de uma antiga piada que circulava entre cadetes de uma escola militar onde estudei; “Não faça de seu filho um milico – pois a vitima pode ser você”. O melhor humor
    é quando “saudavelmente” a gente ri de si esmo. No curso ginasial, tomando conta da
    pequena biblioteca do colégio, “caiu” na minha mão um livro sobre a Bruzundanga,É um
    país africano situado na América do Sul onde o idioma era o Português … Proponho aqui
    um exercício ( lógico histórico ) excluindo o atual presidente da Republica, fazer 1 quadro comparativo de três melhores e três piores presidentes da republica no século separados em duas categorias: Civis e Militares. O resultado poderá ser útil para orientar a escolha entre os candidatos à presidência, na nossa próxima eleição. E antes que acusem-me de preconceituoso, esclareço que sou filho e cunhado de militares. Rogerio Belda (S.Paulo)_

  3. Plínio Almeida disse:

    Esses prefeitos é uma berraçao…

  4. Edivam Batista de Araujo disse:

    A única preocupação desses prefeitos é econômina e nada a mais. Idade não é o problema para se usar uma arma, pois temos muitos PRFs; PMs; e Civis, velhos e barrigudos armados nas ruas. O que vai garantir a condição do porte para esses agentes é a aptidão física; mental; qualificação e treinamentos, mas é disso que os prefeitos estão fujindo, de despesas. Esses profissionais se juntariam aos guardas municipais, e reforçariam ainda mais a segurança local.

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