Projeto vencedor do Hack in Sampa terceira edição quer otimizar lotação de ônibus na capital paulista

Equipe Like a Bus desenvolveu o Bus Plus, aplicativo que preenche os veículos vazios e ociosos a fim de combater o desperdício e a subutilização

ALEXANDRE PELEGI

Aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo neste fim de semana, 8 e 9 de junho de 2019, a terceira edição do Hack in Sampa, maratona de desenvolvimento cujo desafio foi criar soluções tecnológicas para o transporte público por ônibus em São Paulo.

A iniciativa reuniu 57 desenvolvedores, programadores, designers e profissionais de diversas outras áreas em mais de 32 horas ininterruptas de trabalho.

Trabalhando no plenário da casa, os competidores trabalharam divididos em dez equipes, buscando criar sistemas, plataformas e aplicativos que, entre outras funcionalidades, auxiliam no combate a fraudes e otimizam bancos de dados para a melhoria da gestão pública.

A equipe Like a Bus venceu o desafio com o Bus Plus, aplicativo que organiza as demandas de passageiros dos ônibus, preenchendo os veículos vazios e ociosos de modo a combater o desperdício e a subutilização.

O app funciona com os relatos dos próprios usuários e de inteligência artificial de reconhecimento de imagem atrelada às câmeras dos ônibus. Daniel Freitas, Marina Arguelles, Jessiane Leal, Thiago Toledo e Bruno Bisogni, integrantes da equipe campeão, foram premiados com cinco notebooks, R$ 500 em crédito para serem utilizados no aluguel de patinetes e bicicletas, além de mais R$ 10 mil a serem pagos após a finalização do aplicativo.

O grupo terá seis meses de mentoria no Eureka Coworking para completar a programação e todos os detalhes do novo sistema.

A tecnologia dá passos largos, enquanto as leis se esforçam para acompanhar seu ritmo. Esperamos que, depois que o projeto for aprofundado e desenvolvido, ele realmente seja bem recebido politicamente para poder fazer a diferença para as pessoas”, disse Daniel Freitas.

O segundo lugar da competição ficou com o grupo 108 Hub. A equipe desenvolveu a TerçaData, plataforma que centraliza as diversas fontes de informação do sistema público de ônibus em um único banco, validando os dados de forma a combater fraudes.

A premiação da equipe foi de R$ 3 mil.

A terceira colocada, equipe Távola Redonda, foi premiada com a quantia de R$ 1 mil. O projeto cria um dashboard que mostra métricas, custos e gastos dos ônibus para que as concessionárias tenham a melhor tomada de decisão e para que a sociedade possa utilizá-lo para fins de pesquisa e monitoramento.

Idealizador do evento, o vereador Police Neto afirmou que o Hack in Sampa provou mais uma vez sua grande capacidade de estimular a tecnologia e engajar a juventude em benefício da cidade. “Ao mesmo tempo que criamos ferramentas para melhorar o transporte público, também incentivamos os jovens a se mobilizarem por questões de interesse coletivo, despertando e engajando nesta nova geração um espírito político importante para São Paulo”, afirmou.

Arnaldo Luis Santos Pereira, representante da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos); Gustavo Caetano, advogado e representante da AASP (Associação dos Advogados de São Paulo); Francisco Santana, presidente do Ibracom (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), André Oliveira, diretor jurídico e de compliance da Basf; João Francisco Resende, diretor da divisão técnica da CGM-SP (Controladoria Geral do Município); e Júlia Ximenes, assessora econômica da Fecomercio-SP compuseram o juri que selecionou os vencedores.

O Hack in Sampa teve patrocínio do Ibracom e Fecomercio, além do apoio do iFood, CHK, Microsoft, Grow, Eureka Coworking e Cidade Viva.

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Vereador Police Neto fala para os participantes

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Foram 57 participantes que se desdobraram em mais de 32 horas ininterruptas de trabalho.

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Luiz Néspoli, superintendente da ANTP, “aqueceu” os participantes no primeiro dia do encontro.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

1 comentário em Projeto vencedor do Hack in Sampa terceira edição quer otimizar lotação de ônibus na capital paulista

  1. Como dizia-se antigamente: ALVISSARAS ! Rogerio Belda
    P.S. – No século passado havia, por parte dos urbanistas, preocupação com as macro-metrópoles que estavam surgindo, Agora o desafio são as megalópoles:. A região urbanizada da cidade de São Paulo irá se expandir ainda mais englobando cidades do Vale do Paeaiba e, talvez, até mesmo, Sorocaba, Campinas e São José dos Campos, A agencia governamental que acompanhava estes fenômenos foi extinta. Que instituição irá agora, prospectivamente, axompnhar estes fenômenos? Rogerio bBlda

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