Zona Sul de São Paulo vai receber 109 ônibus 0 km da Transwolff, 12 são elétricos

Publicado em: 5 de junho de 2019

Novos ônibus vão ser utilizados em linhas das duas áreas operacionais atendidas pela empresa. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) – Clique para Ampliar

Veículos com baterias estão sendo encarroçados pela Caio e Marcopolo. Companhia também deve aumentar frota do Atende de 58 vans para 110 até o final do ano

ADAMO BAZANI

Passageiros da zona Sul de São Paulo vão contar com mais 109 ônibus zero quilômetro em linhas operadas pela empresa Transwolff, do subsistema local (ex-cooperativas), nas próximas semanas.

As primeiras 22 unidades deste lote já estão na garagem, na região do Socorro, e previsão é que circulem a partir da próxima segunda-feira, 10 de junho de 2019.

Os veículos devem ser emplacados e receberem a identificação do sistema e os validadores de passagens ainda nesta semana.

São ônibus convencionais e midis, todos com ar-condicionado, preparação para acesso à internet por wi-fi, carregadores USB para celulares, vidros colados e elevadores para pessoas com deficiência.

Os novos veículos vão circular nas linhas 6063/10, 6063/41, 6093/10, 6099/10 (área operacional 6) e 7005/10, 7005/51, 7006/10 e 7006/51 (área 7), segundo a empresa .

Novos veículos ainda vão receber identificação visual do sistema e validadores, mas devem estar em circulação na próxima segunda-feira. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

Neste lote de 109 veículos, também estão inseridos 12 ônibus 100% elétricos com bateria.

Os ônibus são fabricados pela empresa chinesa BYD, que tem planta em Campinas, no interior paulista. Nove unidades estão sendo encarroçadas pela Caio, em Botucatu, no interior de São Paulo,  e três carrocerias são da Marcopolo, empresa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, que tem apostado na retomada de parte do mercado paulistano de ônibus.

Nesta terça-feira, 04 de junho de 2019, o Diário do Transporte esteve na garagem da empresa.

No local, foi montado um parque de carregamento de ônibus elétricos.

Ao todo, são 15 carregadores.

Já estão em testes três ônibus elétricos na empresa.

Parque de carregamento conta com 15 equipamentos na garagem. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

Com estes 12 veículos que devem chegar ainda neste mês, estará completa a frota de 15 ônibus de um projeto-piloto de geração de energia anunciado pela prefeitura de São Paulo.

Como mostrou o Diário do Transporte, a fabricante BYD comprou uma fazenda em Araçatuba, no interior paulista, onde vai gerar a energia elétrica necessária para os ônibus por meio de placas de captação de luz solar.

Esta energia será disponibilizada ao Operador Nacional do Sistema, o que vai gerar crédito para abater do consumo da cidade de São Paulo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/10/16/exclusivo-sao-paulo-tera-em-ate-dois-meses-sistema-de-onibus-eletricos-com-geracao-propria-de-energia-solar/

A motorista Rutiléia Eva de Carvalho, uma das profissionais escaladas para os testes, explica que tem sido satisfatório o desempenho dos ônibus até o momento.
Os veículos têm percorrido a linha 6030-10 Unisa-Campus1/Terminal Santo Amaro e, segundo a profissional, a autonomia entre 200 km e 250 km das baterias, prometida pela fabricante, tem sido alcançada.
“É possível fazer de seis a sete viagens com a carga”, relatou a condutora.
O tempo de recarga completo tem sido em torno de quatro horas, mas, como as baterias não têm descarregado integralmente, o procedimento acaba sendo mais rápido.
“O ônibus é bem silencioso, gostoso de dirigir e os passageiro sempre comentam conosco que o conforto é bem maior que nos outros ônibus” – disse a motorista

Motorista Rutiléia de Carvalho diz que passageiros elogiam silêncio do ônibus. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

O veículo não emite poluição durante as operações.

“O sistema de transportes da cidade de São Paulo tem renovado a frota periodicamente, o que traz benefícios como mais conforto, segurança e acessibilidade. Já são 96% de ônibus acessíveis na cidade. Além disso, novos ônibus significam ganhos ambientais já que poluem menos. Os veículos de tração limpa, como estes elétricos da Transwolff, mostram que a mobilidade sustentável já é realidade na cidade e vamos evoluir ainda mais”  – disse o presidente da SPTrans, gerenciadora do sistema, Paulo Cézar Shingai, ao Diário do Transporte.

A redução das emissões pela frota de ônibus da capital paulista é prevista pela lei 16.802, de 17 de janeiro de 2018, que altera um artigo da lei 14.933, de 2009, chamada de Lei de Mudanças Climáticas.

As reduções de emissões de poluição pelos ônibus de São Paulo devem ser de acordo com o tipo de poluente em prazos de 10 anos e 20 anos

Em 10 anos, as reduções de CO2 (gás carbônico) devem ser de 50% e, de 100% em 20 anos. Já as reduções de MP (materiais particulados) devem ser de 90% em 10 anos, e de 95% em 20 anos. As emissões de Óxidos de Nitrogênio devem ser de 80% em 10 anos e de 95% em 20 anos.

Os editais da licitação dos transportes da cidade estipulam reduções ano a ano, mas as assinaturas de contratos foram adiadas por determinação da Justiça.

O Tribunal de Justiça atendeu à ação do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade em 22 de maio e restabeleceu a lei que determina 15 anos de concessão. O Tribunal julgou inconstitucional a lei que estabelecia 20 anos, por ter sido feita pelo Legislativo e não pelo Executivo.

Em entrevista ao Diário do Transporte na sexta-feira da semana passada, o prefeito Bruno Covas disse que neste momento a Prefeitura não considera enviar um projeto do Executivo para determinar 15 anos nos contratos, mas dependendo da resposta da Justiça sobre a decisão, a possibilidade pode ser levada futuramente em consideração.

A Prefeitura depende do retorno do Judiciário, esclarecendo se a decisão derruba toda a licitação e torna os editais nulos ou se apenas anula o prazo de 20 anos.

NOVAS VANS DO ATENDE:

Novas vans devem ser entregues gradativamente, segundo empresa. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

A empresa Transwolff, que surgiu da cooperativa Cooper Pam, também vai ampliar a prestação de serviços com as vans do Atende, destinadas ao transporte de pessoas com deficiência severa que impossibilita a utilização dos ônibus do sistema, mesmo os dotados de equipamentos de acessibilidade.

Atualmente, a Transwolff possui 58 vans que realizam em torno de 28 mil viagens todo o mês.

Outros 15 novos veículos estão numa garagem separada dos ônibus urbanos e, segundo o líder operacional da empresa, Antônio Audevan Santos Albuquerque, até dezembro deste ano, o número de vans da Transwolff para o Atende deve chegar a aproximadamente 110 unidades.

Para o profissional, um pátio separado dos ônibus urbanos permite melhor gerenciamento dos veículos.

As vans passam por uma lavação toda a vez que chegam dos serviços, com a utilização de água de sistema de reuso. São poupados entre 10 mil e 12 mil litros de água por dia em média, segundo o gestor.

Veículo são lavados a cada vez que voltam para a garagem que conta com água de reúso. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

Há modelos de vans para transporte de pessoas com todo o tipo de deficiência, com espaço para duas cadeiras de rodas e cinco assentos, e para atendimento especial a autistas, com um box próprio e sete assentos.

Os veículos são utilizados diariamente não apenas para levar às pessoas a tratamentos de saúde, mas também para escola, faculdade, compras, trabalho e atividades em geral.

Aos fins de semana, as vans transportam as pessoas com deficiência para atividades educacionais e de lazer.

As viagens são feitas por meio de agendamento e cadastro junto à SPTrans – São Paulo Transporte , gerenciadora do sistema, e ainda há filas de espera de passageiros que não conseguiram acesso ao serviço.

Ficha de trajeto indica as necessidades de cada passageiro. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

Na ficha da empresa de transportes, são discriminadas por meio de imagens, informações sobre se os passageiros são cadeirantes, autistas (desenho de uma fita parecido com um cachecol – símbolo mundial do autismo) e acompanhantes.

Centro de Controle e WHATSAPP:

Central de controle. Nas telas dados emitidos pelos ônibsus e WhatsApp de fiscais. Foto e Texto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)

As duas garagens, tanto a de ônibus urbanos como a do turismo e fretamento, que abriga as vans do Atende, contam com sistemas de monitoramento de frota e operações.

Na garagem dos urbanos, o monitoramento é divido entre as áreas 6 e 7 de operação, designadas pela prefeitura.

“Há uma equipe para cada área. São feitos no centro de controle, mapeamento de coletivos nas ruas, o controle de partidas, de interferências na via, dos acidentes com os coletivos, do atendimento a mal súbito e também defeitos mecânicos que possam ocorrer durante a operação” – explicou o auxiliar pleno de monitoramento dos ônibus urbanos, Elton Dorneles Hipólito.

Além dos equipamentos de tecnologia embarcados nos ônibus e na central, a Transwolff conta com um aliado mais simples e que tem se mostrado eficiente: o WhatsApp.

Pelo aplicativo de mensagens, os fiscais de rua e os profissionais da garagem trocam mensagens rápidas, mandam e recebem fotos e vídeos de ocorrências, o que tem, segundo Elton, dinamizado os trabalhos.

A garagem onde ficam as vans do Atende conta com um sistema de monitoramento específico para os serviços, que indica a posição dos veículos e realização das viagens, por exemplo.

A Transwolff tem atualmente em torno de 1,2 mil ônibus entre convencionais, mídis e micros.

A empresa transporta aproximadamente 700 mil passageiros por dia em 142 linhas. A média de idade dos ônibus atualmente é de 4,7 anos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo disse:

    Faço parte da família Transwolff, sou Fiscal da linha 7051-10 TP período da manhã a quase 10 anos. Me orgulho de vestir está camisa. Tenho certeza que muita coisa boa ainda vem por aí.

  2. Rogerio Belda disse:

    Alvissaras! Rogerio Belda

  3. Renato Silva disse:

    Quero saber se a Linha 6061-JD Marilda- Terminal Grajaú será beneficiada com mais ônibus e carros novos. É uma linha que atende diversos bairros e a única do Varginha que atende o Grajaú.

    1. Marcos Borges disse:

      A Transwolff parece que é uma ex cooperativa que tá evoluindo. Quando a A 2 vai aprender com ela?Na A 2 que roda na,zona sul também tá cheia de ônibus velhos!Na linha 517J-JARDIM SELMA/ESTAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA AGUA ESPRAIADA tem um monte de ônibus velhos E MUUUITO BARULHENTOS! ALIAS ALEM DESSE DETALHE, VI QUE TEM MAIS UM OUTRO TERRÍVEL DETALHE NA MESMA LINHA!VI 2 ÔNIBUS DE 2007 RODANDO NA LINHA!SAO ELES:68565 E O 68047!QUANDO VOU USAR ESSA LINHA E VEJO QUE VEM UM DESSES PAUS VEIOS DEIXO IR EMBORA, POIS SAO 2 LIXÕES QUE TINHAM QUE TER SAÍDO JÁ. ENGRAÇADO QUE COM A,VIA SUL(ATUAL VIA SUDESTE)A SPTRANS CAIU MATANDO E EXIGIU QUE OS ÔNIBUS DELA DE 2007 FOSSEM RETIRADOS. A VIA SUDESTE ATENDEU.E PORQUE NAO TEM O MESMO RIGOR COM ESSA A 2?DESSE JEITO A TRANSWOLFF PODIA PEGAR AS LINHAS DESSA A 2 IRRESPONSÁVEL.

  4. Marcos Novaes de Souza disse:

    109 novos ônibus, e somente 3 com carroceria Marcopolo. Poderia ser bem mais, em minha opinião. Passou da hora de acabar esse monopólio da Caio, enfim….

    1. William de Jesus disse:

      Tem que saber jogar, amigo. A Transppass trouce 50 ou 60 Marcopolos O-500U em 2008 e demoraram quase 1 ano pra SPTrans autorizar.

      E, sinceramente, essa questão de carroceria só é vantagem para nós que somos admiradores. Ter uma frota mista é muito ruim para as empresas, financeiramente falando

  5. Rodrigo Zika! disse:

    A situação e t]ao absurda, que uma ex Cooper que terá que colocar em testes os ônibus elétricos, sendo que deveriam ser as empresas com grande porte, e o correto e que deveriam circular no centro, pra todos poderem acessar, já que esta só na região sul, nada contra a empresa, mais a prefeitura se acovarda diante das empresa, quanto a obrigação de veículos novos menos poluentes, e esse prefeito já e um poste, pra ficar pior ainda.

  6. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    BOAS NOVA, mas…

    Porque os buzões vieram todos pratas e não preparados pela Indusscar como a maioria?

    É mais barato ?

    Quanto aos BYD´s Parabéns; uma lição para as antigonas jurássicas.

    Por outro lado lavagem na vassoura já era né; comprem um lavador de escovas; muito mais produtivo e sem tarefas pesadas para os colaboradores.

    Qual é a fórmula para o sucesso meteórico da Transwolff, urbana e turismo???

    Att,

    Paulo Gil

  7. É,explorar os funcionários,que trabalham com um salário bem a baixo da classe .

  8. É explorar os funcionários , que operam no sistema de urbano ,mais são pagos com o piso do sistema de turismo,que é incompatível com à profissão.

  9. João Luiz Moreira disse:

    Poluição zero com os ônibus elétricos? Quero ver confirmarem isso quando chegar a hora de descartar as baterias desses carros…

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