Prefeitura de Campinas conclui trecho de obras do BRT e libera via no Jardim Aurélia

Publicado em: 4 de junho de 2019

Obras do BRT chegarão à pista expressa, que será bloqueada. Foto: Divulgação / Emdec.

Complemento da marginal na Avenida John Boyd Dunlop já está liberado

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, concluiu nesta terça-feira, 04 de junho de 2019, mais um trecho das obras de implantação do Corredor BRT (Bus Rapid Transit – Ônibus de Trânsito Rápido) Campo Grande, na região do Jardim Aurélia.

O complemento da marginal na Avenida John Boyd Dunlop foi liberado nesta terça para a circulação de veículos, no sentido bairro – centro.

Segundo a Prefeitura, a liberação viabiliza o avanço das obras na pista expressa da avenida, que ficará totalmente bloqueada, desde o viaduto da Anhanguera até a altura do McDonald’s. Assim como já ocorre no sentido centro – bairro desde fevereiro, os veículos circularão exclusivamente pela marginal

“A execução do complemento das marginais na JBD é uma reivindicação antiga dos comerciantes desta região, que está sendo atendida pela Administração Municipal no contexto da implantação dos Corredores BRT. A entrega favorece a fluidez na circulação”, disse, em nota, o secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro.

As obras foram iniciadas em fevereiro, segundo a Prefeitura. Com a liberação, a Emdec adotou medidas operacionais de trânsito e transporte para disciplinar a circulação no trecho.

Confira:

O tráfego de veículos será desviado para a marginal, na altura da concessionária Ford Tempo. Além disso, a Emdec bloqueia, em definitivo, a transposição que serve de retorno aos motoristas que trafegam no sentido bairro – Centro e desejam acessar o sentido oposto, com destino ao Shopping Unimart e Rodovia Anhanguera. O retorno a ser bloqueado fica na altura da Avenida Império do Sol Nascente.

A partir da nova marginal, os motoristas deverão seguir pela avenida, fazer a conversão para as vias Carlos de Araújo Gobbi e Lucas Pereira de Castro, retornando na nova alça de acesso com destino ao sentido Centro – bairro da avenida JBD.

Em função da nova dinâmica de tráfego, a Avenida Carlos de Araújo Gobbi passa a ter sentido único de circulação, no trecho entre as vias José Margarido da Costa e Lucas Pereira de Castro, neste sentido.

Os motoristas que estiverem na Vila Aurocan com destino ao Centro deverão seguir da Rua Nísia Augusta Floresta Brasileira para as vias Lucas Pereira de Castro, Dr. Horácio Freitas Montenegro e José Margarido da Costa, até alcançar a Avenida JBD. Para acessar o sentido bairro, deverão seguir pela Rua Lucas Pereira de Castro e cumprir o retorno na nova alça. Já o fluxo de veículos vindo da Avenida Império do Sol Nascente permanece acessando os dois sentidos da Avenida JBD.

TRANSPORTE PÚBLICO

Em razão da nova dinâmica de trânsito, o ponto de ônibus localizado em frente ao McDonald’s será transferido para a via marginal. A alteração impacta as seguintes linhas do transporte público coletivo: 116; 134; 210; 211; 212; 220; 221; 222; 223; 224; 229; 230; 231; 240; 241; 249; 289; e 307. Também haverá alteração no itinerário da linha 242 (Jardim Miranda), que passa a fazer o retorno na nova alça de acesso com destino à Avenida Império do Sol Nascente.

SINALIZAÇÃO

A região recebe a devida sinalização viária. Agentes da Mobilidade Urbana circulam pelos trechos em obras, monitorando o trânsito e auxiliando na segurança e fluidez da circulação viária. Também orientam os usuários do transporte público coletivo. A população pode esclarecer dúvidas pelo telefone 118, o “Fale Conosco Emdec”.

OBRAS

Segundo a Prefeitura, as obras na região do Jardim Aurélia foram iniciadas em fevereiro deste ano, no trecho desde o viaduto da Rodovia Anhanguera até a Rua Lucas Pereira de Castro. Desde então, o tráfego de veículos foi desviado da pista expressa para as marginais da avenida.

As obras consistem na execução do pavimento de concreto que servirá aos veículos BRT, além da construção de uma passagem inferior e da Estação Jardim Aurélia. A região terá 10 faixas de rolamento: duas por sentido nas pistas expressas, duas por sentido nas marginais e uma por sentido para os veículos do BRT.

BRT Campo Grande

As obras do Corredor Campo Grande na região do Jardim Aurélia integram o Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km de extensão. A responsável pela execução das obras é a empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida JBD, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões. São 36,6 km de corredores, com previsão de conclusão total em meados de 2020.

HISTÓRICO

O BRT de Campinas contempla 36,6 quilômetros de corredores exclusivos; 16 pontes e viadutos; 38 estações e 5 terminais.

Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões, segundo a Prefeitura.

“O BRT campineiro contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado.”

O BRT Campo Grande tem 17,9 quilômetros de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).

O BRT Ouro Verde tem 14,6 quilômetros de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).

Entre os dois corredores há um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

LOTES

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.

– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.

– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.

– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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