Mercado mundial instável atrasa planos da TRATON na Bolsa de Valores, mas grupo promete vender ações em breve

Publicado em: 4 de junho de 2019

Ônibus Scania, uma das marcas do Grupo TRATON. América Latina é considerada essencial nos planos da gigante. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) – Clique para Ampliar

Percentuais devem se revisados para baixo

ADAMO BAZANI

O Grupo TRATON, de caminhões e ônibus do conglomerado da Volkswagen, deve entrar no mercado de capitais, vendendo parte de seu valor por meio de ações, antes “das férias das fábricas alemãs”.

A promessa inicial era de que o conglomerado abrisse uma IPO (Initial Public Offering ou OPI, na tradução para Oferta Pública Inicial) em março, mas instabilidades no mercado de ações e de veículos pesados pelo mundo atrasaram os planos.

O Grupo TRATON reúne as marcas RIO, que atua no negócio digital de transportes, como telemetria, e as fabricantes MAN, a Volkswagen Caminhões & Ônibus e a Scania, substituindo a Volkswagen Truck & Bus.

Agora, a intenção é oferecer menos ações que o previsto inicialmente nas bolsas de Frankfurt e Nasdaq Estolcomo.

Todo o processo será coordenado pelo Citigroup, o Deutsche Bank, o Goldman Sachs e o JP Morgan

De acordo com agências internacionais, os percentuais podem ser mais modestos que o pensado no ano passado, quando foi cogitada a possibilidade de ser colocados para a venda em bolsas de valores mundiais, em torno de 25% do grupo, que renderia 6 bilhões de euros.

Agora, o percentual deve ser entre 10% e 25%

Diante das incertezas geradas pelos desentendimentos entre China e Estados Unidos e pelo Brexit, a saída da Inglaterra do Bloco Comum Europeu, mercados como da América Latina têm sido vistos ainda com mais atenção pelo grupo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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