Ruas do centro histórico e financeiro de Londres reduzirão limite de velocidade para priorizar pedestres e ciclistas

Meta é reduzir o tráfego de veículos na região em 25% até 2030 e em 50% até 2044

ALEXANDRE PELEGI

A City of London Corporation, órgão que administra o centro histórico e financeiro de Londres, pretende baixar o limite de velocidade dos veículos que circulam na região.

A proposta é reduzir o limite para 15 Mph (cerca de 24 km/h). Com isso, a região se tornará a primeira no Reino Unido a adotar medida superior à proposta do prefeito Sadiq Khan para o centro da capital. Em 2018, foi anunciado que todas as ruas situadas dentro da Zona de Cobrança de Congestionamento (CCZ) estarão sujeitas ao limite de 20 Mph (cerca de 32 km/h) até 2020. Essa decisão resultou da colaboração entre o prefeito de Londres, a Transport for London (TfL) e a Polícia Metropolitana.

Chamada de City of London (Cidade de Londres), a região contempla uma pequena área dentro da Grande Londres. É onde se encontram o centro financeiro e histórico da capital do Reino Unido. Com uma área de apenas 2,6 quilômetros quadrados, o que representa uma milha quadrada, a região é conhecida por esse motivo como “The Square Mile” (A Milha Quadrada).

A ideia de reduzir mais ainda a velocidade no centro histórico e financeiro foi anunciada na London Walking and Cycling Conference, em 24 de maio de 2019. A conferência sobre pedestres e ciclistas reuniu políticos e gestores públicos de toda a cidade de Londres a especialistas, acadêmicos, ativistas e moradores.

De acordo com um comunicado da City of London Corporation, “a nova Estratégia priorizará as necessidades de as pessoas atravessarem as ruas, e fará o uso mais eficiente do espaço do viário, atuando para reduzir o tráfego de veículos em 25% até 2030 e em 50% até 2044”.

Ao contrário de ambiciosas, as metas são factíveis: o tráfego de veículos no centro da capital inglesa caiu pela metade nos últimos 20 anos.

A City of London também vai melhorar a infraestrutura para o ciclismo, “lançando uma nova rede cicloviária e melhorando a qualidade e acessibilidade das instalações de aluguel de bicicletas“. Este último incluirá ainda outras operadoras sem estação, conhecidas como Freebike (bicicletas elétricas) e Beryl.

A proposta foi aprovada pelo órgão de decisão mais antigo da City of London Corporation, o Tribunal do Common Council, mas deve passar ainda pela anuência do Governo central.

A região é atendida por 15 estações e sete linhas de metrô, além de oito estações de trens. O motorista que quiser mesmo assim ir de carro ao centro tem de enfrentar os pedágios. Os que possuem carros mais velhos e mais poluentes, por exemplo, estes pagam um total de 21,50 libras, cerca de R$ 107,00. Este valor é a soma das 11,50 libras referentes ao pedágio de congestionamento, vigente desde 2003, mais a T-Charge (taxa da poluição, de 10 libras, cerca de R$ 50), que entrou em vigor em outubro de 2017.

Há ainda o pedágio urbano, que custa 11,50 libras (cerca de R$ 58) para quem quiser circular durante a semana na região central.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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