Metrô multa Consórcio em R$ 88 milhões por atrasos no monotrilho da linha 17
Publicado em: 29 de maio de 2019
Empresa da Malásia ainda pode recorrer. Companhia também forneceria monotrilho da linha 18 no ABC
ADAMO BAZANI
A Companhia do Metrô de São Paulo aplicou uma multa de R$ 88 milhões (R$ 88.018.359,37) ao CMI – Consórcio Monotrilho Integração por não cumprimento do cronograma previsto para a linha 17-Ouro de monotrilho.
O CMI é formado pela empresa da Malásia Scomi Engeneering BHD, fabricante dos trens, e pelas construtoras CR Almeida e Andrade Gutierrez.
A fabricante que apresentou falência deveria fornecer os trens leves com pneus para a linha.
A situação da Scomi interferiu no andamento e previsão do processo de implantação do sistema de média capacidade.
A Scomi deveria ser a fornecedora também dos trens da linha 18-Bronze, o monotrilho do ABC, que ainda não saiu do papel. Diante de custos de implantação e desapropriações, Governo do Estado de São Paulo considera outro meio de transporte para a ligação entre o ABC e a capital.
O consórcio pode recorrer em cinco dias úteis.
A punição ainda impede que as empresas do Consócio participem de licitações ou façam contratações pelos próximos dois anos com o Governo do Estado de São Paulo.

Nesta semana, o governo publicou o edital para a conclusão de estações da linha 17.
As propostas devem ser entregues em 02 de agosto, segundo o documento. A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.
Em junho, o governo deve lançar o edital para o fornecimento dos trens e sistemas no lugar da Scomi.
ReLembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


