Obras do BRT de Campinas provocam novos bloqueios viários

Publicado em: 15 de maio de 2019

Previsão de duração desta etapa é de 120 dias. Foto: Divulgação / Emdec

Avenida John Boyd Dunlop, na região do Jardim Londres, está interditada

JESSICA MARQUES

As obras do BRT (Bus Rapid Transit / Ônibus de Trânsito Rápido) de Campinas, no interior de São Paulo, provocam novos bloqueios viários. A Avenida John Boyd Dunlop, na região do Jardim Londres, está interditada desde esta terça-feira, 14 de maio de 2019.

Os trabalhos avançam para cerca de 400 metros da via, desde a Avenida Brasília até a altura das ruas Moacir Pennachin e Orlando Paulino. A previsão inicial de duração das intervenções é de 120 dias, segundo a Prefeitura.

As obras neste trecho consistem na demolição do canteiro central e implantação de novo pavimento.

“A região impactada já recebe obras do Corredor BRT Campo Grande desde janeiro, quando trechos da via expressa da Avenida JBD foram interditados, desde a PUCC II até a altura da Avenida Transamazônica. O novo trecho a ser bloqueado completa esse percurso”, informou a Prefeitura, em nota.

Será interditada a pista sentido bairro – Centro, sendo que a pista no sentido oposto será utilizada no contra fluxo pelos motoristas com destino à região central. O fluxo do sentido Centro – bairro será desviado para trajeto alternativo.

“A Avenida John Boyd Dunlop passa por uma grande reestruturação devido à implantação do Corredor BRT Campo Grande. Ao final dos trabalhos, todo este trecho da avenida passará a contar com seis faixas de rolamento. Serão duas faixas por sentido, destinadas aos veículos em geral; e uma faixa por sentido, destinada aos ônibus do BRT”, explicou o secretário de Transportes e presidente da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), Carlos José Barreiro, em nota.

Para minimizar os impactos à população e garantir a fluidez viária, a Emdec informou que adotou plano operacional de trânsito, transporte e comunicação. Os moradores e comerciantes da região impactada foram informados sobre as alterações de trânsito antecipadamente, logo na primeira etapa de obras, iniciada em janeiro, segundo a Prefeitura.

Confira abaixo o esquema de trânsito e transporte público devido à interdição:

Medidas operacionais

A velocidade máxima permitida no trecho impactado passa a ser de 40 km/h. Haverá proibição de parada e estacionamento de veículos ao longo de todo o trecho em obras e em parte dos trajetos alternativos.

A Emdec programou rotas de desvios na região em obras. No sentido bairro – Centro, os motoristas que trafegam pela Rua Geraldo Sussolini (marginal da JBD) deverão acessar a avenida na altura da Rua Odete de Camargo Santos Vieira Ceccarelli, seguindo pelo contrafluxo na pista sentido bairro. Ao final do trecho em obras, na altura da Faculdade Anhanguera, os motoristas deverão retornar à marginal da Avenida John Boyd Dunlop (Rua Oswaldo Oscar Barthelson).

Já no sentido Centro – bairro, o trânsito será desviado para a Rua José Rosolen, próximo ao “Balão do Londres”. Na sequência, os motoristas deverão acessar a faixa da direita da Rua Millôr Fernandes, para retornar à Avenida JBD. A Emdec também programou rota alternativa para viabilizar a transposição entre os bairros Jardim Londres e Jardim Roseira. A rota abrange as vias Olívio Antônio Castilheri, Valdomiro Teixeira do Nascimento e Millôr Fernandes (faixa esquerda).

Rotas de desvio

Para viabilizar as rotas de desvio, a partir do dia 14 de maio, a Emdec implanta sentido único de circulação em três vias do Jardim Londres. São elas: Rua José Rosolen (no trecho entre as vias Claudino Lopes e Millôr Fernandes); Rua Olívio Antônio Castilheri (no trecho entre as vias José Rosolen a Valdomiro Teixeira do Nascimento); e Rua Millôr Fernandes (no trecho entre as vias Antônio Finatti Sobrinho e Valdomiro Teixeira do Nascimento, prosseguindo até a Avenida JBD).

As mudanças foram formalizadas por meio da Resolução 114/2019, publicada no Diário Oficial do Município. As alterações são válidas durante o período de duração das obras e os trechos impactados recebem nova sinalização.

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Transporte público

O ponto de ônibus localizado na pista sentido Centro – bairro da Avenida John Boyd Dunlop, próximo à Avenida Brasília, será deslocado para a Rua Millôr Fernandes. Já o ponto existente no sentido bairro – Centro será desativado permanentemente. Após a conclusão dos trabalhos, essa região contará com uma ampla estação (Londres), cuja execução já está em andamento.

As alterações impactam 13 linhas do transporte público coletivo municipal, que circulam na região. São elas: 134, 210, 211, 212, 220, 221, 222, 223, 224, 229, 230, 231 e 289.

Agentes da Mobilidade Urbana circulam pelos trechos em obras, monitorando o trânsito e auxiliando na segurança e fluidez da circulação viária. A população pode esclarecer dúvidas pelo telefone 118, o “Fale Conosco Emdec”.

Etapas

A nova etapa de obras está dentro do Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km de extensão. Essa frente de trabalhos inclui as obras em andamento na região do Jardim Aurélia, desde a altura do viaduto da Anhanguera até o cruzamento com a Rua Lucas Pereira de Castro, próximo ao Atacadão.

Outras frentes de trabalho do Corredor BRT Campo Grande estão em andamento na Avenida John Boyd Dunlop, nas regiões do Satélite Íris, Jardim Florence e Nova Esperança.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida JBD, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões. São 36,6 km de corredores, com previsão de conclusão total em meados de 2020.

HISTÓRICO

O BRT de Campinas contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado. O sistema será mais seguro, rápido, eficiente e confiável.

O BRT Campo Grande terá 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).

O BRT Ouro Verde terá 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).

Entre os dois corredores haverá um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – tem custo total de R$ 451,5 milhões. Serão 36,6 km de corredores, com tempo total de obras de três anos, com entrega em meados de 2020.

LOTES

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.

– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.

– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.

– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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