Prefeitura de Curitiba garante que eletromobilidade será exigência a partir de 2025

Eletromobilidade na RIT deverá ser exigência a partir de 2025. Foto: Divulgação/IPPUC

Nova concessão dos transportes públicos vai prever veículos elétricos em circulação na cidade

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, informou por meio de nota que eletromobilidade será uma exigência a partir de 2025. Na data, será feita a nova concessão dos transportes públicos, que vai prever veículos elétricos em circulação na cidade.

“O atual contrato de concessão vence daqui a seis anos. E a eletromobilidade é o caminho para reduzir custos operacionais, melhorar o transporte e adequar a cidade aos compromissos do Acordo de Paris com a redução ainda maior das emissões de CO2”, afirmou o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur, ao abrir o workshop Oportunidades de integração da eletromobilidade no transporte urbano de Curitiba.

O evento ocorreu na última semana no auditório do Ippuc e reuniu um grupo multidisciplinar com técnicos em transporte do município e do estado, representantes do setor produtivo, da academia e especialistas de organizações não-governamentais vinculadas ao setor.

De acordo com o presidente do Ippuc, os projetos em desenvolvimento pelo instituto, como o da modernização, melhoria operacional e de infraestrutura viária para Linha Inter 2, já contam com a perspectiva de veículos elétricos. Outro cenário, também em fase de encaminhamento, é o da evolução do sistema integrado com os municípios vizinhos a Curitiba.

“Propusemos ao Governo do Estado a formação de um grupo de trabalho para que possamos avançar com uma integração efetiva do transporte. O objetivo é que o transporte de Curitiba e metropolitano sejam mais atraentes, confortáveis e em condições de competir com o transporte individual.”

Durante o evento, Carmen Araújo, do Conselho Internacional para o Transporte Limpo (International Council on Clean Transportation – ICCT) apresentou a Curitiba uma experiência prática feita em São Paulo.

O caso de São Paulo, segundo Carmen, parte de um edital da área do transporte publicado na capital paulista junto com a Lei do Clima.

“A Lei do Clima mais o edital deu um caso. Nós analisamos as alternativas energéticas e os custos envolvidos para alcançar as metas de zero emissão em vinte anos”.

MOBILIDADE LIMPA EM CURITIBA

Durante a apresentação sobre a mobilidade urbana de Curitiba, a assessora na Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme destacou as ações realizadas pela redução de emissões e modernização do transporte, a utilização de biocombustível e de veículos híbridos, testes com veículos elétricos e a participação da cidade na plataforma nacional de eletromobilidade.

Segundo a assessora, 72% das emissões de CO2 de Curitiba estão relacionadas à mobilidade em todas as suas modalidades.

“Vivemos um momento em que a multimodalidade já está presente. O caminho está na busca por um transporte limpo, customizado, digital, em colaboração aberta, competição entre provedores e emissão zero”, disse.

O engenheiro mecânico da Urbs, Alyson Prado Wolf, responsável pela inspeção da frota de ônibus, apresentou as experiências de Curitiba na na redução das emissões de poluentes.

“A meta é poder implantar veículos com novas tecnologias de propulsão para avançar na transição de baixa emissão de carbono.”

REDUÇÃO DE POLUENTES NA CAPITAL PAULISTA

A lei 16.802, de 17 de janeiro de 2018, determina que as reduções de emissões de poluição pelos ônibus da capital paulista devem ser de acordo com o tipo de poluente em prazos de 10 anos e 20 anos.

No período de 10 anos, as reduções de CO2 (gás carbônico) devem ser de 50% e de 100% em 20 anos. Por sua vez, as reduções de MP (materiais particulados) devem ser de 90% em 10 anos e de 95% em 20 anos. As emissões de Óxidos de Nitrogênio devem ser de 80% e de 95%, respectivamente.

Entretanto, além de seguir a lei, os editais para a licitação do sistema de transporte público de São Paulo preveem reduções de poluentes gradativas a cada ano, conforme já noticiado pelo Diário do Transporte.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/12/06/editais-licitacao-onibus-transportes-sp/

Seguindo os atuais padrões da SPTrans, todos os ônibus novos terão que possuir itens de acessibilidade, ar-condicionado, vidros colados, GPS e sinal de internet por Wi-Fi.

O tipo de ônibus para cumprir as metas pode ser escolhido pelos empresários. Entre as opções, estão os elétricos com bateria, híbridos (dois motores em um só ônibus), DualBus (duas tecnologias de tração elétrica em um só ônibus), a gás natural, biometano (gás obtido na decomposição de resíduos), etanol ou outra forma menos poluente que o diesel.

Inicialmente, as metas mudam entre os subsistemas estrutural e de articulação. O subsistema de distribuição também é diferente, em especial sobre o gás carbônico, por conta da disponibilidade tecnológica.

Atualmente, há mais opções de ônibus grandes não poluentes ou menos poluentes, usados no subsistema estrutural, que os modelos menores, do subsistema de distribuição, também conforme já noticiado pelo Diário do Transporte.

Confira abaixo as metas, por subsistema:

Subsistema Estrutural:

Subsistema Local de Articulação Regional:

Subsistema Local de Distribuição:

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

1 comentário em Prefeitura de Curitiba garante que eletromobilidade será exigência a partir de 2025

  1. Marquinho Curitibano // 28 de abril de 2019 às 22:00 // Responder

    Precisamos mesmo melhorar o ar que respiramos.

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