Vereadores de Cascavel (PR) querem ar-condicionado no transporte coletivo
Publicado em: 19 de abril de 2019
Projeto de Lei foi apresentado no início de abril, logo após prefeitura anunciar reajuste na tarifa dos ônibus
ALEXANDRE PELEGI
A depender dos vereadores Jaime Vasatta (Podemos) e Olavo Santos (PHS), da Câmara Municipal de Cascavel, todos os ônibus que servem ao transporte urbano e rural do município deverão estar equipados com aparelhos de ar-condicionado num prazo de 3 anos.
O transporte coletivo da cidade do Paraná é atendido atualmente pelas empresas Pioneira e Capital do Oeste.
O Projeto de Lei (PL) 30/2019 assinado por ambos, foi protocolado na Câmara no dia 1º de abril de 2019, logo após a prefeitura decretar reajuste na tarifa do transporte público.
Como noticiou o Diário do Transporte, a tarifa de R$ 3,90 foi decretada pelo prefeito Leonaldo Paranhos no dia 28 de março, com validade a partir de 4 de abril.
Para o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, o processo de reajuste representou “uma dura negociação”. Relembre: Cascavel reajusta tarifa do transporte público para R$ 3,90
Os contratos com as atuais concessionárias do transporte coletivo de Cascavel findam em 3 anos, mesmo prazo que terão para climatizar todos os ônibus, caso a lei seja aprovada e sancionada pelo prefeito.
Na justificativa do PL, os autores da proposta alegam que 45% dos motoristas e dos cobradores, conforme a medicina do trabalho, “sofrem com a vibração do motor dianteiro e o calor dentro dos ônibus”.
Ainda segundo a justificativa, a existência de ar-condicionado nos veículos leva os trabalhadores a enfrentarem menores transtornos.


CUSTO INVIABILIZA ADOÇÃO DO EQUIPAMENTO
Segundo matéria do jornal O Paraná, a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) garante que o equipamento não deve ser instalado tão cedo.
O motivo, segundo a Companhia, é o impacto que o equipamento causaria nos custos de operação do transporte, o que implicaria em novos reajustes na tarifa para manter o equilíbrio-financeiro do contrato de concessão.
Além disso, segundo a Cettrans, o contrato vigente não prevê a instalação de aparelhos de ar-condicionado, o que significa que os custos teriam de ser assumidos ou pela prefeitura, em forma de subsídio ao sistema, ou pelos passageiros, que teriam de pagar tarifas mais caras.
O presidente da Cettrans, Alsir Pelissaro, afirmou ao jornal O Paraná que a expectativa para um novo contrato de concessão é que os ônibus sejam abastecidos com energias renováveis, solar ou biocombustível, o que possibilitaria a climatização dos ônibus do transporte coletivo.
ÔNIBUS COM TRÊS PORTAS
Desde o dia 12 de abril de 2019 a prefeitura de Cascavel integrou na linha eixo (Leste/Oeste) dois ônibus com três portas no lado esquerdo.
Segundo a prefeitura, do total da frota, 23 ônibus que atuam nas linhas Eixo estarão rodando com a “porta extra” no lado esquerdo.
“A cada semana estaremos tirando dois ônibus (um de cada empresa) de circulação para poder instalar a porta extra“, explicou o presidente da Cettrans, Alsir Pelissaro, lembrando que a implantação será gradativa para não comprometer a operação do sistema que precisa contar com ônibus reserva para garantir a segurança do sistema.
Pelissaro explica que para fazer a modificação nos veículos que possuem 13,20 metros de comprimento foi necessário transferir o tanque de combustível para o lado direito do veículo e retirar quatro acentos, sem comprometer a capacidade do coletivo que é de 89 pessoas.
“A porta extra com 1,2 metros de largura vai permitir o desembarque e embarque de dos passageiros, agilizando os processos nos terminais de transbordo, reduzindo também o tempo de permanência dos usuários nestes locais”, informa a prefeitura.
Pelissaro garante que a modificação vai melhorar, e muito, o embarque e desembarque de passageiros, “principalmente nos horários de pico, porque na porta traseira temos o elevador para usuários com dificuldades de locomoção e a porta extra vai agilizar, acabando com a aglomeração de pessoas a espera do embarque ou desembarque“.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



“foi necessário transferir o tanque de combustível para o lado direito do veículo e retirar quatro acentos, sem comprometer a capacidade do coletivo que é de 89 pessoas.” Mas são acentos agudos ou circunflexos? Não seriam “assentos”?