Bruno Covas apresenta Plano de Segurança Viária e como primeira medida proíbe motocicletas na pista expressa da marginal Pinheiros

Publicado em: 17 de abril de 2019

Foto: prefeitura de SP

De acordo com a prefeitura, restrição à circulação de motos já deu resultados positivos na pista central da Marginal do Tietê. Prefeito afirma que programa é baseado no conceito Visão Zero e foi construído com ajuda de especialistas

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinou nesta quarta-feira, 17 de abril de 2019, decreto que institui o Plano de Segurança Viária 2019-2028.

Chamado de Vida Segura, o programa foi apresentado à imprensa nesta manhã.

A primeira ação anunciada hoje e prevista no plano é a proibição da circulação de motos na pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos/Castelo Branco (não há divisão de pistas no sentido contrário).

De acordo com a prefeitura, essa medida já deu resultados positivos na pista central da Marginal do Tietê.

Outra medida anunciada foi a alocação de R$ 35 milhões para intervenções de segurança viária, inseridas entre as estratégias de atuação prioritárias do novo plano em 2019.

Serão implantadas Áreas Calmas em Santana (Zona Norte) e São Miguel Paulista (Zona Leste), além da implantação de Vias Seguras na Avenida Belmira Marin e na Estrada de Itapecerica, ambas na Zona Sul, e uma Rota Escolar Segura em Itaquera, na Zona Leste.

As licitações para esses projetos serão lançadas em breve, segundo a prefeitura.

Áreas Calmas, Rotas Escolares Seguras e o Programa de Orientação de Travessias estão elencados entre as ações voltadas para proteção aos pedestres no curto prazo.

Além de Santana e São Miguel, o Programa de Metas prevê a implantação de mais três Áreas Calmas no Biênio 2019-2020 e de quatro Rotas Escolares Seguras no mesmo período, começando por Itaquera.

PREFEITURA LANÇARÁ CAMPANHA

Parte ainda das medidas de segurança viária, a Prefeitura anunciou o lançamento nesta quinta-feira, 18 de abril, de uma campanha de comunicação sobre segurança no trânsito, uma das metas do plano Vida Segura.

O tema escolhido: “Nunca Beba e Dirija”.

Produzida em parceria com a Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito e a Vital Strategies, a campanha foi desenvolvida com base nas melhores práticas internacionais sobre o tema e em pesquisas qualitativas feitas em São Paulo.

O público-alvo primário são os que mais consomem álcool antes de conduzir um veículo, além de serem também os que mais morrem e matam no trânsito da cidade atualmente: homens com idade entre 18 e 39 anos.

ESPECIALISTAS

Covas afirmou que o Vida Segura foi construído ouvindo os especialistas. “Não é um plano do prefeito, é um plano da cidade de São Paulo. A pressão das pessoas e o quanto elas se apropriam disso é que vai garantir a perpetuação dele”, destacou o prefeito.

O projeto é ambicioso: transformar São Paulo em uma das cidades com tráfego mais seguro do mundo.

Segundo a prefeitura, o Vida Segura vai nortear a execução de políticas públicas para a redução de ocorrências graves e mortes no trânsito.

Baseado em programa criado na Suécia em 1997, o conceito de Visão Zero já é usado como referência para programas de segurança viária de longo prazo em metrópoles como Nova York, Cidade do México e Bogotá.

DECRETO

De acordo com a prefeitura as ações de segurança que compõem o Vida Segura foram delineadas com a São Paulo Transporte (SPTrans), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) e o Departamento de Transportes Públicos (DTP), além de diversos outros órgãos e secretarias da administração pública municipal.

O plano prevê seis eixos de atuação: Gestão da Segurança Viária; Mobilidade Urbana, Desenho de Ruas e Engenharia; Regulamentação e Fiscalização; Gestão das Velocidades; Atendimento e Cuidado Pós Acidente; e Educação, Comunicação e Capacitação.

Por se tratar de política pública permanente, o decreto estabelece que, no primeiro ano de cada gestão, até o mês de junho, a administração municipal deverá instituir os planos de ação para cada mandato (2021-2024 e 2025-2028).

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. André Magalhães disse:

    Gasto à toa de dinheiro, só começar a radicalizar na fiscalização, mudar as leis, fiscalização obsessiva e ter punição ainda mais rigorosa e prisão de motoristas reincidentes por no mínimo 15 anos…
    Acaba a palhaçada rapidinho, chega de ser bonzinho com infrator!
    Tem que tacar o pau! Tolerância zero!!
    Fazer acontecer a ponto da pessoa ter medo de pensar em tirar habilitação! Ou anda na linha ou anda na linha, chega!!

Deixe uma resposta