PLE propõe expandir o sistema de Bilhetagem Eletrônica nos pontos de acesso ao transporte coletivo, o que na prática representa a extinção da função
ALEXANDRE PELEGI
Colocada como condição necessária para a redução do custo do transporte coletivo da capital paranaense, a extinção da função de cobrador volta ao debate na Câmara Municipal de Curitiba.
O Projeto de Lei do Executivo (PLE) será retomado na Câmara de Constituição e Justiça (CCJ), e dentre os assuntos a serem discutidos consta um substitutivo geral que estabelece regras para a substituição dos cobradores.
Apresentado pelo vereador Tico Kuzma (PROS), o texto sugere que a função de cobrador seja extinta quando ele aposentar, pedir demissão, aderir a plano de demissão voluntária ou aceitar exercer outra função empresa de ônibus.
O vereador alega que sua emenda é uma proposta alternativa de transição entre o modelo atual e o previsto pelo Executivo, com bilhetagem eletrônica.
DEBATE
O projeto de Lei do prefeito Rafael Greca, que permite a extinção da função de cobrador nos ônibus de Curitiba, foi enviado à Câmara no dia 25 de outubro de 2018.
O PLE propõe expandir o sistema de Bilhetagem Eletrônica nos pontos de acesso ao transporte coletivo. Na prática, trata-se de eliminar o dinheiro em espécie como forma de pagamento no interior dos ônibus da cidade. Relembre: Projeto da prefeitura de Curitiba aponta para extinção progressiva da função de cobrador.
O projeto, que já recebeu o nome de “lei da bilhetagem eletrônica” nos ônibus da capital paranaense, foi adiado depois de seguidos protestos de motoristas e cobradores, e agora volta à pauta do Legislativo.
Ao lado da isenção do ICMS, e do reajuste salarial dos rodoviários, a extinção dos cobradores, com aprovação do PLE, era uma das condições citadas pelo prefeito Greca para evitar um reajuste maior na tarifa do transporte.
A tarifa foi reajustada no dia 25 de março, passando de R$ 4,25 para R$ 4,50.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
