Com R$ 1 bi em sinalização e energia, CPTM estima reduzir intervalos para 3 minutos e aumentar oferta em 600 mil lugares nos trens
Publicado em: 1 de abril de 2019
Previsão está em apresentação de investimentos da STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos. CPTM ainda projeta 65 novos trens por R$ 2 bilhões
ADAMO BAZANI
O sistema da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos terá até 2022, 600 mil lugares a mais disponíveis para os passageiros e os intervalos devem ser reduzidos para três minutos entre as composições.
As metas estão em uma apresentação atribuída à STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos obtida pela reportagem do Diário do Transporte.
A apresentação mostra uma estimativa de investimentos na CPTM, Metrô de São Paulo, rede de ônibus da EMTU e corredores de R$ 43,9 bilhões entre 2019 e 2022. Deste valor, R$ 29,1 bilhões serão recursos diretos do Governo do Estado de São Paulo e R$ 14,8 bilhões pela iniciativa privada, em especial por meio de PPPs – Parcerias Públicos Privadas e também, concessões.

Estas metas de aumento de lugares e redução dos intervalos serão possíveis de ser atendidas, de acordo com a apresentação, pelos investimentos previstos em sinalização (sistemas mais modernos de controle de trens) e nos sistemas de energia elétrica.
Os investimentos serão de R$ 1,02 bilhão até 2022, sendo R$ 560,3 milhões para energia elétrica e R$ 467 milhões.
As viagens devem se tornar 25% mais rápidas, ainda de acordo com as estimativas:

65 NOVOS TRENS:
A CPTM deve receber também 65 novos trens para substitui as frotas antigas.
Os investimentos devem ser de R$ 2,08 bilhões e, segundo a apresentação, os benefícios serão sentidos a partir de 2021 pela população, sendo que os recursos já começarão a ser usados em de 2020, com R$ 246,5 milhões previstos.

Foram apresentados três cenários de financiamento possíveis, por meio leasing, que poderia abranger 35 trens; por PPP – Parceria Público Privada, que contemplaria 35 trens; ou financiamento direto, com previsão também de 35 trens entre o total de 65 composições.
Isso significa que o governo pretende ter mais de um modelo de financiamento para a renovação da frota da CPTM, mesclando possibilidades.

Oficialmente, em nota, a STM diz que não reconhece o relatório, e que ainda não definiu as prioridades dos investimentos
“A Secretaria de Transportes Metropolitanos desconhece o relatório divulgado sobre investimentos da pasta. Projetos e obras da Secretaria estão em fase de reconhecimento pela nova gestão para a definição de prioridades.”
O Diário do Transporte confirmou a existência do documento de intenções junto a fontes ligadas à pasta, que reiteraram que as estimativas são levadas em consideração, mas que não se tratam da versão final dos projetos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



O governo do estado (quase três décadas é o PSDB) não consegue terminar a estação de Francisco Morato, vai conseguir reduzir os intervalos? Difícil de acreditar nessa história…parece mais conversa para boi dormir!
Deveriam dar um fim na Baldeação entre Francisco Morato e Jundiaí, perde-se muito tempo nessa troca de trens, as linhas são compartilhadas entre MRS com trens de cargas e CPTM, então dificilmente vão reduzir o espaço entre os trens em três minutos
INFELIZMENTE É ASSIM, Sperandio,,,dividir linha com cargas…SP é inerente à isso, devido às exportações de grãos e manufaturados.. Agora a baldeação é necessária para não cansar a máquina, já lotada…Imagine você um trem desde Rio Grande da Serra até Jundiaí..não ha peça que aguente, nem maquinista. Todos tem de ter um descanso, para nossa segurança,,Lembra dos soldados em fila, repassando cargas jogadas de avião para desabrigados? Passa de mão em mão,,cansa menos.
A isso chamo de especulação…nada é concreto, ja que é possibilidade apenas…
STM diz desconhecer relatório…sendo que deveria ser ela a divulgar