Prefeito de Curitiba afirmou que se houver mais atrasos, vai fingir que Brasília não existe
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, disse na manhã desta quarta-feira, 13 de março de 2019, que pode buscar dinheiro no exterior para estender o Ligeirão Norte-Sul até Capão Raso.
A promessa da modernização desta ligação foi feita em julho do ano passado, para que até março deste ano as obras já tivessem começado.
A extensão do Ligeirão para Capão Raso, de acordo com a Prefeitura, deve beneficiar em torno de 168 mil pessoas por dia, que moram na região. Serão cinco estações, além do desalinhamento das atuais estações-tubo no eixo da Avenida República da Argentina.
“Estou esperando o Governo Federal começar a funcionar. O dinheiro está previsto pela garantia da Caixa Econômica Federal, mas falta o Ministério das Cidades [nome antigo] liberar a verba. Na hora em que Brasília disser sim, Curitiba começa a trabalhar. Está muito ruim a canaleta, o calor neste ano levantou o asfalto e fez calombos muito feios, nós vamos ter que agir paliativamente até que Brasília solte o dinheiro. Mas se Brasília não funcionar, nós temos um projeto do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de US$ 600 milhões acertados. Eu vou para Washington buscar o dinheiro e faço como fiz no outro governo, finjo que Brasília não existe”, disse Rafael Greca.
Anteriormente, a Prefeitura havia afirmado que tinha recebido R$ 15 milhões para o desalinhamento das estações-tubo no eixo da Avenida República da Argentina.
As declarações do prefeito foram dadas na manhã desta quarta-feira, durante entrega de seis ônibus biarticulados da marca Scania, inéditos no sistema, para a linha Santa Cândida – Capão Raso, pela qual, de acordo com a Urbs, passam por dia em torno de 90 mil usuários.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Jessica Marques para o Diário do Transporte
