Mulheres apontam transporte público como local de maior risco para assédio em São Paulo

Campanha lançada pela SPTrans em dezembro de 2015

Pesquisa da Rede Nossa São Paulo e IBOPE Inteligência aponta que interior do transporte público é local mais perigoso para 44% das mulheres

ALEXANDRE PELEGI

Pesquisa da Rede Nossa São Paulo e IBOPE Inteligência, divulgada nesta terça-feira, 12 de março de 2019, sobre a vida das mulheres na cidade de São Paulo, aponta que o transporte coletivo é o local onde elas mais temem sofrer assédio sexual.

Dentre as entrevistadas, 44% das mulheres citaram o transporte público como o local de mais risco para algum tipo de assédio.

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O ponto de ônibus é outro local de risco apontado por 4% das entrevistadas, assim como o transporte por aplicativos ou táxis, citado por outras 4%.

Quando comparada à pesquisa do ano anterior, o número de mulheres que afirma ter sofrido assédio dentro do transporte coletivo cresceu 13 pontos: em 2018, de cada 100 mulheres, 25 haviam dito que sofreram assédio; em 2019, esse número saltou para 38 mulheres em cada 100.

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Foram feitas 416 entrevistas com mulheres de 16 anos ou mais, online e domiciliares, realizadas entre os dias 04 a 21 de dezembro de 2018.

A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais.

O material divulgado hoje pela Rede Nossa São Paulo cita dados sobre a situação da mulher em todo o país segundo a Ong “Fórum Brasileiro de Segurança Pública” (FBSP).

Segundo a Organização não Governamental, 536 mulheres brasileiras foram vítimas de agressão física a cada hora no último ano. Somente no transporte público (ônibus, metrô e trem), cerca de 3,6 milhões foram assediadas fisicamente.

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Hoje temos muitas polêmicas e problemas na contingencia humana pelas cidades e sua mobilidade. A única solução para barrar determinadas atuações, será a criação de uma força tarefa, que crie barreiras, empecilhos à degradação da humanidade, seja assédio crimes, violências, aberrações. Prefeituras, através de secretarias sociais convidar pessoas interessadas e discutir e criar soluções e levar para o poder publico acionar. Não adianta criar um vagão para mulher, isso não deu certo. Enquanto isso, mulher, carregue um alfinete…(o resto é agir).

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