Ronan Maria Pinto é liberado da prisão e cumprirá pena em regime semiaberto

Ronan Maria Pinto

Empresário foi preso em 2017 e depois em 2018 e é alvo da Lava Jato. Dinheiro do esquema da Petrobras teria parado nas contas de Ronan que também foi condenado por um suposto esquema de corrupção no setor de transportes públicos de Santo André durante a gestão do ex-prefeito Celso Daniel

ALEXANDRE PELEGI

O empresário de ônibus Ronan Maria Pinto, do ABC Paulista deixou a prisão em Curitiba.

Ronan foi preso em 2017 e, posteriormente em 2018, por supostamente ter recebido dinheiro obtido em um empréstimo fraudulento contraído pelo pecuarista José Carlos Bumlai.  Em outro processo, o dono de viações foi condenado pelo envolvimento em esquema de corrupção nos transportes públicos de Santo André durante a gestão do prefeito Celso Daniel (PT).

Por decisão da Vara das Execuções Penais da capital paranaense, o empresário está migrando para o regime semiaberto harmonizado. Ele poderá passar o dia fora das grades, mas fazendo uso de tornozeleira eletrônica.

O empresário é dono do jornal local Diário do Grande ABC e de empresas de ônibus como Viação Guaianazes, Viação Curuçá e ETURSA – Empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Santo André, que integram o Consórcio União Santo André.

Ronan foi condenado em segunda instância por lavagem de dinheiro.

O empréstimo considerado fraudulento foi de R$ 12 milhões do Banco Schain para o pecuarista e amigo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai. As investigações apontam que o dinheiro foi para o PT e que, em troca, a Petrobras de forma irregular assinou um contrato de US$ 1,6 bilhão com o Grupo Schain para a operação do navio-plataforma Vitória 10.000

Dos R$ 12 milhões, ainda segundo as investigações, quase R$ 6 milhões foram para Ronan que estaria achacando o PT para não envolver o nome de Lula e de outros líderes do partido no caso da morte do prefeito de Santo André.

Celso Daniel foi assassinado em janeiro de 2002. O Ministério Público do Estado de São Paulo sustenta que a morte foi motivada por um esquema de corrupção envolvendo empresas de ônibus de Santo André. A Polícia Civil diz que o sequestro e a morte foram crimes comuns.

Ronan Maria Pinto já era o maior empresário de ônibus de Santo André quando ocorreu o assassinato de Celso Daniel. Ele não foi acusado pela morte, mas em outro processo foi condenado pela corrupção.

O empresário foi preso pela primeira vez por determinação do juiz Sergio Moro em primeira instância em 1º de abril de 2016, mas depois foi solto para responder o processo em liberdade.

Leia a decisão:

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Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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