Em segundo dia de greve, Prefeitura de Teresina cadastra 110 veículos para atender passageiros

No primeiro dia de paralisação, apenas 30% da frota circulou na capital. Foto: Divulgação.

Não há sinal de acordo entre os rodoviários e as empresas de transporte

JESSICA MARQUES

Nesta terça-feira, 5 de fevereiro de 2019, os passageiros estão enfrentando o segundo dia de greve de ônibus em Teresina, no Piauí. Segundo informações da Prefeitura, 110 veículos foram cadastrados para atender os usuários, até o momento.

De acordo com o diretor de Transportes Públicos da Strans (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito), Francisco Nogueira, os usuários devem estar atentos se os veículos estão identificados e em bom estado para a circulação.

“Quando os proprietários vem até a Strans nós fazemos todas as recomendações e vistorias, mas os passageiros devem estar atentos aos transportes que estão circulando nas ruas, se estão devidamente identificados com a placas da prefeitura e também se estão em boas condições físicas”, explicou.

Para obter a autorização da circulação, é necessária a apresentação da documentação dos condutores e dos veículos, que passam por vistoria, segundo a Prefeitura.

A autorização concedida pela Strans estipula as rotas que deverão ser afixadas em local que facilite a identificação por parte dos usuários.

“Os passageiros que presenciarem veículos clandestinos e o descumprimento das normas podem denunciar os casos por meio do whatsapp: (86) 99460-2486. Se forem comprovadas as denúncias, a autorização para o transporte será suspensa.”

PARALISAÇÃO

Até o momento, não há sinal de acordo entre o Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários de Teresina) e o Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina).

Os veículos alternativos são vans, minivans, micro-ônibus e ônibus. No primeiro dia de paralisação, somente 30% da frota circulou na capital, por decisão dos rodoviários.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/02/04/greve-em-teresina-comeca-com-frota-de-onibus-reduzida/

Os motoristas e cobradores dos coletivos reivindicam reajuste salarial de 8,5%, mais o aumento da frota de ônibus que circulam por Teresina. Os empresários alegam que não têm como conceder os reajustes e não ofereceram contraproposta, de acordo com a categoria.

De acordo com Fernando Feijão, presidente do Sintetro, o reajuste salarial de é o que mais tem pesado na negociação.

“Não querem nos atender, aí fica complicado. Hoje, mais de 30% dos ônibus já estão circulando. Ficam jogando para cima da prefeitura e do jeito que está, não dá”, disse ao Portal O Dia.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

 

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