Em assembleia, rodoviários decidiram não realizar paralização
JESSICA MARQUES
Os funcionários do Metrô de São Paulo decidiram em assembleia descartar a greve que ocorreria a partir desta terça-feira, 5 de fevereiro de 2019. Contudo, novas reuniões ocorrerão.
A discussão teve início na categoria porque os trabalhadores são contra a mudança na escala noturna e a terceirização dos funcionários das bilheterias.
A paralisação também ocorreria em forma de protesto contra a demissão por justa causa do operador que foi responsabilizado pela Companhia pela falha que causou a interrupção parcial da linha 1-Azul no dia 22 de janeiro.
Segundo o sindicato, a demissão teria sido feita sem a devida apuração dos fatos por parte da Companhia.
Relembre: Metrô demite operador de trem que ocasionou paralisação na Linha 1-Azul na terça, 22
Devido à decisão pela greve, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata serão afetadas.
Nesta segunda, o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) concedeu una liminar estabelecendo regras para a condução da greve, mesmo antes do resultado da assembleia.
Na decisão, o desembargador Fernando Álvaro Pinheiro determinou que fosse mantido 80% do sistema em funcionamento nos horários de pico, que são das 6h às 9h e das 16h às 19h.
Caso houvesse descumprimento, a multa seria de R$ 350 mil por dia.
“O motivo da liminar é buscar o equilíbrio sem negar o exercício do direito de greve. E ao mesmo tempo não permitir que o conflito entre empresa e sindicato penalize ainda mais a população, tão dependente desse importante meio de transporte público”, afirmou o desembargador Fernando Álvaro Pinheiro, em nota.
Nas redes sociais, o Metrô de São Paulo informou que o sistema vai funcionar normalmente.
Jessica Marques para o Diário do Transporte
